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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

EBD - LIÇÃO 8, O PERIGO DE QUERER BARGANHAR COM DEUS (Complementos, ilustrações, questionários e videos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva)

 
TEXTO ÁUREO 
“Que darei eu ao SENHOR por todos os benefícios que me tem feito?” (Sl 116.12).
 
 
VERDADE PRÁTICA 
DEUS nos concede as suas bênçãos não porque tenhamos algum poder de barganha, mas porque Ele nos ama e quer aprofundar o seu relacionamento com cada um de seus filhos.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 2 Pe 2.15 A barganha e o “prêmio da injustiça”
Terça - Jo 18.36 A barganha firma-se no poder terreno
Quarta - Is 55.8 DEUS oferece oportunidades
Quinta - Rm 1.24 A barganha troca o Criador pela criatura
Sexta - Is 44.14-17 A barganha transforma objetos em deuses
Sábado - 1 Tm 4.7 A barganha procura disputas
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 4.1-11. 
1 - Então, foi conduzido JESUS pelo ESPÍRITO ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; 3 - E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de DEUS, manda que estas pedras se tornem em pães. 4 - Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de DEUS. 5 - Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, 6 - e disse-lhe: Se tu és o Filho de DEUS, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. 7 - Disse-lhe JESUS: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu DEUS. 8 - Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. 9 - E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 - Então, disse-lhe JESUS: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu DEUS, adorarás e só a ele servirás. 11 - Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.
 
4.1 JESUS FOI TENTADO. A tentação de JESUS por Satanás foi uma tentativa de desviá-lo da perfeita obediência à vontade de DEUS. Note que CRISTO em cada caso submeteu-se à autoridade da Palavra de DEUS, ao invés de submeter-se aos desejos de Satanás (vv. 4,7,10). Que podemos aprender da tentação de CRISTO? (1) Satanás é o nosso maior inimigo. O cristão deve estar consciente de que está numa guerra espiritual contra poderes malignos invisíveis, porém claramente reais (ver Ef 6.11,12). (2) Sem o devido emprego da Palavra de DEUS, o cristão não pode vencer o pecado e a tentação. Como usar a Palavra de DEUS para vencer a tentação: (a) Reconheça que mediante a Palavra o cristão tem poder para resistir a qualquer sedução que Satanás lhe apresente (Jo 15.3,7). (b) Coloque (i.e., memorize) a Palavra de DEUS na sua alma e mente (ver Tg 1.21). (c) Medite nos versículos memorizados, de dia e de noite (Dt 6.7; Sl 1.2; 119.48). (d) Repita a passagem memorizada, para si mesmo e para DEUS, no momento em que você for tentado (vv. 4,7,10). (e) Reconheça e obedeça ao impulso do ESPÍRITO SANTO para obedecer à Palavra de DEUS (Rm 8.12-14; Gl 5.18). (f) Envolva todos estes passos com oração (Ef 6.18). Passagens para memorização em casos de tentação: Tentação em geral (Rm 6 e 8). Tentação para imoralidade
(Rm 13.14), mentira (Cl 3.9; Jo 8.44), mexerico (Tg 4.11), desobediência aos líderes -espirituais (Hb 13.17), desânimo (Gl 6.9), medo do futuro (2 Tm 1.7), concupiscência (5.28), desejo de vingança (6.15), negligência com a Palavra de DEUS (4.4), preocupação financeira (6.24-34; Fp 4.6,19).
4.2 JEJUM DE 40 DIAS. JESUS jejuou 40 dias, e depois teve fome , e a seguir foi tentado por Satanás a comer. Isto pode indicar que CRISTO absteve-se de alimento, mas não de água. Abster-se de água por 40 dias requer um milagre. Uma vez que CRISTO teve que enfrentar a tentação, como representante do homem ele não poderia empregar nenhum outro meio para vencê-la além do de um homem cheio do ESPÍRITO SANTO (ver Êx 34.28; 1 Rs 19.8; Mt 6.16).
4.6 ESTÁ ESCRITO. Satanás empregou a Palavra de DEUS com a finalidade de tentar CRISTO a pecar. Às vezes, o descrente emprega as Escrituras na tentativa de persuadir o crente a fazer algo que aquele sabe que está errado ou que é impróprio. Alguns textos bíblicos, retirados do seu contexto, ou não comparados com outros trechos da Palavra de DEUS, podem até mesmo dar a aparência de justificar o comportamento pecaminoso (ver, e.g., 1 Co 6.12). O crente deve conhecer profundamente a Palavra de DEUS e precaver-se daqueles que pervertem as Escrituras a fim de satisfazerem os desejos da natureza humana pecaminosa. O apóstolo Pedro fala daqueles que torcem as Escrituras, para sua própria perdição (2 Pe 3.16).
4.8 TODOS OS REINOS DO MUNDO. Ver Lc 4.5.
OS REINOS DO MUNDO. JESUS rejeita a oferta que Satanás lhe fez, do domínio sobre todos os reinos do mundo. (1) O reino de JESUS, na presente era, não é um reino deste mundo (Jo 18.36,37). Ele recusa um reino para si através dos métodos mundanos de transigência, poder terreno, artifícios políticos, violência, domínio, popularidade, honra e glória humanas. (2) O reino de JESUS é um reino espiritual, no coração dos seus, os quais foram tirados do mundo. Como reino celestial: (a) é alcançado através do sofrimento, da abnegação, da humildade e da mansidão; (b) requer que dediquemos nosso corpo como sacrifício vivo e santo (Rm 12.1), em completa devoção e obediência a DEUS; (c) implica em lutar com armas espirituais contra o pecado, a tentação e Satanás (Ef 6.10-20); e (d) importa em resistirmos à conformação com este mundo (Rm 12.2).
4.10 SATANÁS. Satanás (do gr. satan, que significa adversário), foi antes um elevado anjo, criado perfeito e bom. Foi designado como ministro junto ao trono de DEUS, porém num certo tempo, antes de o mundo existir, rebelou-se e tornou-se o principal adversário de DEUS e dos homens (Ez 28.12-15). (1) Satanás na sua rebelião contra DEUS arrastou consigo uma grande multidão de anjos das ordens inferiores (Ap 12.4) que talvez possam ser identificados (após sua queda) com os demônios ou espíritos malignos. Satanás e muitos desses anjos inferiores decaídos foram banidos para a terra e sua atmosfera circundante, onde operam limitados segundo a vontade permissiva de DEUS. (2) Satanás, também chamado a serpente , provo-cou a queda da raça humana (Gn 3.1-6; ver 1 Jo 5.19). (3) O império do mal sobre o qual Satanás reina (12.26) é altamente organizado e exerce autoridade sobre as regiões do mundo inferior, os anjos caídos (25.41; Ap 12.7), os homens perdidos (vv. 8,9; Jo 12.31; Ef 2.2) e o mundo em geral (Lc 4.5,6; 2 Co 4.4; ver 1 Jo 5.19). Satanás não é onipresente, onipotente, nem onisciente; por isso a maior parte da sua atividade é delegada a seus inumeráveis demônios (8.28; Ap 16.13, 14; ver Jó 1.12). (4) JESUS veio à terra a fim de destruir as obras de Satanás (1 Jo 3.8), de estabelecer o reino de DEUS e de livrar o homem do domínio de Satanás (12.28; Lc 4.19; 13.16; At 26.18). CRISTO, pela sua morte e ressurreição, derrotou Satanás e ganhou a vitória final de DEUS sobre ele (Hb 2.14). (5) No fim da presente era, Satanás será confinado ao abismo durante mil anos (Ap 20.1-3). Depois disso será solto, após o que fará uma derradeira tentativa de derrotar a DEUS, seguindo-se sua ruína final, que será o seu lançamento no lago de fogo (Ap 20.7-10). (6) Satanás atualmente guerreia contra DEUS e seu povo (Ef 6.11-18), procurando desviar os fiéis da sua lealdade a CRISTO (2 Co 11.3) e fazê-los pecar e viver segundo o sistema do mundo (cf. 2 Co 11.3; 1 Tm 5.15; 1 Jo 5.19). O cristão deve sempre orar por livramento do poder de Satanás (6.13), para manter-se alerta contra seus ardis e tentações (Ef 6.11), e resistir-lhe no combate espiritual, permanecendo firme na fé (Ef 6.10-18; 1 Pe 5.8,9)
 
 
 
 
Palavra Chave - Barganha: Tentar negociar ou trocar algo com DEUS a fim de obter algum benefício.
 
Afirmações para o Reavivamento Pessoal 
Algumas pessoas rejeitam a idéia de fazer votos, mas na Bíblia você en­contrará muitos grandes homens de DEUS que foram dirigidos por alianças, pro­messas, votos e compromissos. O salmista não era avesso a fazer votos. "Os votos que fiz, eu os manterei, ó DEUS", disse ele. "Render-te-ei ações de graça" (Sl 56.12).
Meu conselho nessa questão é que se você está realmente preocupado com seu avanço espiritual - a obtenção de novo poder, nova vida, nova alegria e novo reavivamento pes­soal dentro de seu coração -, será bom fazer certos votos e empenhar-se por cumpri-los. Se você falhar, prostre-se em humilhação, arrependa-se e comece novamente, mas sem­pre leve em consideração os votos feitos. Eles irão ajudar a harmonizar seu coração com os vastos poderes que fluem do trono onde CRISTO está assentado, à destra de DEUS.
O homem carnal rejeita a disciplina de tais compromissos. Ele diz: "Quero ser livre. Não quero ter qualquer voto sobre mim. Não creio nisso. Isso é legalismo". Bem, deixe-me apresentar o quadro de dois homens.
Um deles não fez voto algum. Ele não aceita qualquer responsabilidade desse tipo. Ele quer ser livre. E ele é livre, em certa me­dida - assim como um vagabundo é livre. O vagabundo é livre para sentar-se num banco de jardim de dia, dormir sobre um jornal à noite, ser posto para fora da cidade na manhã de quinta-feira e voltar e subir pelas escadas rangentes de alguma pensão na quinta à noi­te. Esse homem é livre, mas também é inútil. Ele apenas ocupa um lugar no mundo, cujo ar respira.
Examinemos agora outro homem - talvez um presidente, ou primeiro-ministro ou qual­quer grande homem que carrega sobre si o peso do governo. Homens assim não são livres. Porém, com o sacrifício de sua liberdade de­monstram poder. Caso insistam em ser livres, poderão sê-lo, mas apenas como o vagabundo. Escolheram, porém, estar amarrados.
Há muitos vagabundos religiosos no mun­do que não querem estar amarrados a coisa alguma. Eles transformaram a graça de DEUS em libertinagem pessoal. As grandes almas, entretanto, são aquelas que se aproximam reverentemente de DEUS compreendendo que em sua carne não habita bem algum. E sabem que, sem a capacitação dada por DEUS, quaisquer votos feitos seriam quebra­dos antes de o sol se pôr. Não obstante, visto que crêem em DEUS, com reverência assu­mem certos votos sagrados. Esse é o caminho para o poder espiritual.
 
Sendo assim, há cinco votos que tenho em mente, que será bom fazer e observar.
Primeiro Voto: Trate Seriamente com o Pecado
Segundo Voto: Não Seja Dono de Coisa Alguma
Terceiro Voto: Nunca se Defenda
Quarto Voto: Nunca Passe Adiante Algo que Prejudique Alguém
Quinto Voto: Nunca Aceite Qualquer Glória
 
Esses Cinco Votos Necessitam ser: 
1- Escritos em Nosso Próprio Sangue 
2- Por uma Vida mais Poderosa
(A. W. Tozer - Livro Cinco Votos para obter poder espiritual)
 
INTERAÇÃO 
Prezado professor, esta lição é de inquestionável importância diante do que temos visto e ouvido no meio evangélico com respeito a obtenção das bênçãos divinas. Muitos estão tentando obter o favor de DEUS mediante a barganha. Tentam negociar o inegociável. Nesta lição veremos os males que a “Teologia da Barganha” pode acarretar na vida do crente e da igreja. No decorrer da aula procure enfatizar o fato de que DEUS nos concede as suas bênçãos não porque tenhamos algum poder de barganha, mas porque Ele nos ama e quer aprofundar o seu relacionamento conosco.
 
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conscientizar-se de que as Escrituras condenam a barganha.
Descrever alguns pressupostos da “Teologia da Barganha”.
Explicar qual é o perigo de se tentar barganhar com DEUS.
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 
Professor, sugerimos que você inicie a aula de hoje com uma reflexão. Escreva no quadro de giz a seguinte frase de Larry Crabb: “Nossa maldade não é um empecilho para a bênção, assim como nossa bondade não é condição para sermos abençoados”. Incentive a participação da classe e ouça com atenção a posição dos irmãos. Conclua a reflexão enfatizando que as bênçãos de DEUS em nossa vida são resultado do amor e da misericórdia do Pai Celeste. Não existe nada que possamos fazer que seja capaz de impressionar ao Senhor.
 
 
RESUMO DA LIÇÃO 8, O PERIGO DE QUERER BARGANHAR COM DEUS
I. A BARGANHA NA BÍBLIA 
1. No Antigo Testamento. 
2. Em o Novo Testamento. 
3. As Escrituras condenam a barganha. 
II. PRESSUPOSTOS DA “TEOLOGIA DA BARGANHA” 
1. A falsa doutrina do direito legal. 
2. A prática do determinismo. 
III. O PERIGO DE BARGANHAR COM DEUS
1. O perigo de se ter um DEUS imanente, mas não transcendente. 
2. O perigo de se transformar o sujeito em objeto. 
3. O perigo da espiritualidade fundamentada em técnicas e não em relacionamentos. 
 
SINOPSE DO TÓPICO (I)Tanto no Antigo quanto em o Novo Testamento, a barganha é reprovada pelo Senhor.
SINOPSE DO TÓPICO (III)A barganha faz com que o relacionamento com DEUS se torne algo meramente mecânico e interesseiro.
SINOPSE DO TÓPICO (II)O crente não tem o direito de barganhar com DEUS como ensina erroneamente a “teologia da barganha”.
 
VOCABULÁRIO
Imanência: Qualidade do que está em si mesmo, e não transita a outrem.
Midiático: Relativo à mídia; todo suporte de difusão de informação.
Transcendência: Que excede os limites normais; superior sublime.
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
RICHARDS, L. O. Comentário Historico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.
HANEGRAAFF, H. Cristianismo em Crise. 4.ed., RJ: CPAD, 2004.
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I - Subsídio Apologético 
“Artifícios dos triunfalistas
Os triunfalistas dão, aleatoriamente, nomes às suas campanhas dos feitos grandiosos registrados no Antigo Testamento, prometendo solução imediata aos problemas financeiros e de saúde. Para isso, inventam as campanhas do jejum de Gideão, do jejum de Calebe, Campanha dos 318 pastores, etc. Inventaram o culto dos empresários e convidam os endividados, falidos, às vezes, com famílias à beira da ruína.
A retórica baseada na fisiologia é ‘dando que se recebe’ apresenta um DEUS corretor de imóvel ou negociante, visão distorcida que até mesmo McAliester criticou. A mensagem de salvação é esquecida. O estilo estereotipado ‘meu amigo’, ‘minha amiga’, identifica, facilmente, um desses grupos. Seus pastores são peritos em arrecadar fundos nos cultos. Sua escola é mais para ensinar essas técnicas do que mesmo teologia.
[...] É lastimável usar essas passagens bíblicas [as de, por exemplo, Gideão, Baraque, Sansão, Davi, Samuel, entre outros] [fora de contexto] para prometer ao povo carros importados, mansões e outras prosperidades materiais. É assassinar a exegese bíblica, no entanto, há os que já estabeleceram essa prática como doutrina” (SOARES, E. Heresias e Modismos: Uma análise crítica das sutileza de Satanás. 1.ed., RJ: CPAD, 2006, pp.327-28).
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II - Subsídio Teológico
 “Uma Teologia de Supermercado
Desde o primeiro capítulo deste livro, venho mostrando que a prosperidade bíblica se alicerça fundamentalmente em um correto relacionamento com o Senhor. Quando fórmulas, técnicas ou quaisquer outros meios substituem a comunhão do crente com o seu DEUS, então o caminho para uma fé deformada está aberto. Esse modelo teológico que ignora a existência humana e não leva em conta a soberania de DEUS sobre a história tem produzido uma geração de crentes superficiais. E o que é pior - tem se tornado quase que exclusivamente o único tipo de fé conhecida. O cristianismo ortodoxo tem sido empurrado para a periferia da fé. A química resultante da mistura desse modelo teológico com o princípio bíblico da retribuição tem originado uma excrescência dentro do protestantismo evangélico - a Teologia da Barganha.
Os pressupostos da Teologia da Barganha já são perceptíveis no Antigo Testamento, nos argumentos defendidos pelos amigos de Jó: Elifaz, Bildade, Zofar e Eliú. É possível vermos na teologia desses homens uma relação distorcida entre pecado e punição. Em palavras mais simples, eles defendiam a tese de que por trás do sofrimento de Jó estava algum tipo de pecado cometido, porém, ainda não conhecido. Algo semelhante àquilo que é pregado [por aí]. Luiz Alexandre Solano Rossi (2008, p.75) comenta:
A teologia da retribuição está assumindo a sua forma e assim permanecerá durante o desenrolar de todo o livro de Jó. O homem pode, sim, ser conduzido a agir por interesse: se ele faz o bem, recebe a felicidade; se pratica o mal, recebe a infelicidade. A vida de fé está a um passo de se transformar em uma relação comercial. A fé pode estar sendo vista a partir de uma prateleira de supermercado, ou seja, DEUS se apresentaria como um negociante. A consagrada expressão brasileira do ‘toma lá, dá cá’ se encaixa perfeitamente nessa situação [...] Contra essa teologia da retribuição ele (Jó) tem um único argumento: sua experiência pessoal e sua observação da história, na qual a injustiça permanece impune. Sua observação e intuição são corretas: existem somente homens situados no espaço e no tempo, no sentido de que vivem em uma época precisa e em um contexto social, cultural e econômico preciso [...]. Vejamos um resumo de seus discursos: a) Elifaz sugere que Jó é um pecador; b) Baldad diz abertamente que seus filhos morreram por seus pecados; c) Sofar assegura a Jó que seu sofrimento é menos do que ele merecia; d) Eliú afirma que o sofrimento tem um caráter pedagógico. Eles representam perfeitamente o modo mais comum de se mascarar a verdadeira fé bíblica [...]” (GONÇALVES, J. A Prosperidade à Luz da Bíblia: A Vida Cristã Abundante. RJ: CPAD, 2012).
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 8, O PERIGO DE QUERER BARGANHAR COM DEUS
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 1º TRIMESTRE DE 2012
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.
  
TEXTO ÁUREO 
1- Complete:
“Que __darei__ eu ao SENHOR por todos os __benefícios__ que me tem __feito__?” (Sl 116.12).
 
VERDADE PRÁTICA 
2- Complete:
DEUS nos __concede__ as suas bênçãos não porque tenhamos algum poder de __barganha__, mas porque Ele nos ama e quer __aprofundar__ o seu relacionamento com cada um de seus filhos.
 
COMENTÁRIO - introdução 
3- Por que o desejo de se barganhar com DEUS é algo totalmente reprovável?
(    ) Porque contraria todos os princípios da Palavra de DEUS.
(    ) Porque induz as pessoas a usar a fé, e até mesmo a Bíblia, para obter vantagens duvidosas e até ímpias.
(    ) Porque é uma tentativa de chantagear a DEUS.
(    ) Porque agindo dessa forma, o crente busca a DEUS como um mercador espertalhão que procura levar vantagem em tudo.
(    ) Porque os pregadores da prosperidade vêm transformando a santíssima fé numa moeda de troca.
 
I. A BARGANHA NA BÍBLIA 
4- De que precisou o patriarca Jó para ser abençoado por DEUS depois de ter sua família e bens perdidos em pouquíssimo tempo (1-2)
(    ) Ele não precisou barganhar com o Senhor para ser abençoado; sua fidelidade a DEUS foi suficiente (42.10-17).
 
5- Cite exemplos de barganhas propostas no Novo Testamento:
(    ) Ao próprio CRISTO o tentador teve coragem de propor uma barganha (Mt 4.8-10).
(    ) Simão, o mago, ofereceu dinheiro a Pedro e a João em troca da capacidade de se conceder o batismo com o ESPÍRITO SANTO (At 8.14-24).
 
6- O que as Escrituras dizem sobre a barganha? Complete:
As Escrituras evidenciam que barganhar com DEUS é tentar __negociar__ o inegociável: a __simplicidade__ do Evangelho de CRISTO JESUS (2 Co 11.3). O meigo nazareno é o autor e consumador da nossa __fé__ (Hb 12.2), por isso, devemos servi-lo voluntária e espontaneamente, certos de que Ele tem cuidado de nós (1 Pe 5.7). As Sagradas Escrituras destacam o __amor__ como o elemento supremo de devoção a DEUS e de profunda compaixão pelo próximo. Em CRISTO, somos impulsionados a amar uns aos outros sem esperar nada em troca, pois é exatamente isto que nos caracteriza como discípulos do __Mestre__ (Jo 13.35). 
 
II. PRESSUPOSTOS DA “TEOLOGIA DA BARGANHA” 
7- O que a teologia da barganha tem como pressuposto?
(    ) A doutrina do direito legal do crente.
 
8- O que ensina a doutrina do direito legal do crente? Complete:
Essa crença exótica e __antibíblica__ ensina que JESUS CRISTO, ao morrer na cruz, conquistou para os crentes muitos direitos. Cabe agora ao cristão conscientizar-se da existência deles e reivindicar, para si, a sua __concretização__. Dessa forma, a posse da bênção é um direito líquido e certo e que não depende da __vontade__ divina. A doutrina do direito legal, ensinam os falsos mestres, deu amplos __poderes__ ao crente. E este, agora, pode usá-los como moeda de __troca__ sem levar em conta o querer divino. Os tais ensinadores acreditam que DEUS não tem __direito__ de dizer “não” a quem Ele conferiu o direito de exigir. A suma desse ensino perigoso e bizarro é que o fiel __ganha__ todos os direitos e DEUS perde toda a soberania! Ou seja, segundo esse __aleijão__ doutrinário, DEUS não passa de um __fantoche__ nas mãos do crente. No entanto, ignoram os pregadores da Teologia da Prosperidade o fato de o Soberano não dividir a sua __glória__ com ninguém (Is 42.8).
 
9- Como é a prática do determinismo?
(    ) Ensina, entre outras coisas, que não é mais preciso orar e sim determinar!
(    ) Para os que propagam essa teologia, a vontade divina, pouco importa.
 
10- Por que a prática do determinismo é ante-bíblica?
(    ) DEUS não é refém de lei alguma, pois Ele é soberano (Is 55.8).
(    ) Ele criou todas as coisas e de todas é Senhor.
(    ) A expiação de CRISTO proveu a bênção da cura tanto da alma como do corpo (1 Pe 2.24; Mt 8.16,17).
(    ) CRISTO proveu-nos o direito à vida eterna e a provisão para uma vida plena (Jo 10.10).
 
11- Quando ocorrerá a plena redenção do ser humano, de acordo com a Palavra de DEUS?
(    ) Só será uma realidade quando, por CRISTO, e nos últimos dias, a glória final for revelada nos filhos de DEUS (Rm 8.19,23; Ap 21.4,5).
 
III. O PERIGO DE BARGANHAR COM DEUS
12- O que significa "DEUS imanente"?
(    ) Significa que DEUS é o grande Criador e intervém na sua criação e se relaciona com ela (2 Co 6.16).
(    ) Significa que não estamos entregues à própria sorte. O Senhor tem prazer em nos abençoar.
 
13- O que significa "DEUS transcendente"?
(    ) Significa que DEUS é soberano e está acima de toda criação.
(    ) Significa que podemos ver DEUS nas coisas criadas (Sl 19.1), mas isso não significa que tudo é DEUS, porque Ele é distinto de sua criação (transcendência).
 
14- Complete:
Ao priorizar a relação de DEUS com a criação, a Teologia da Prosperidade ignora propositalmente a __soberania__ e a vontade divinas. O Todo-Poderoso acaba por torna-se uma simples __marionete__ nas mãos do ser humano. Nessa concepção, o papel de DEUS assemelha-se ao de um __garçom__ que existe apenas para servir e satisfazer as exigências dos seus clientes.
 
15- Qual o perigo de se transformar o sujeito em objeto, como ocorre na Teologia da Barganha?
(    ) A teologia da barganha transforma o acessório em objetivo.
(    ) Transforma gente em mercadoria e a fé em um grande negócio!
 
16- Como são hoje muitos pregadores midiáticos?
(    ) Mantêm seus ministérios não para glória de DEUS, mas para atenderem a uma demanda do mercado religioso.
(    ) Pregam um evangelho que procura satisfazer vontades e não necessidades.
(    ) Prestam culto tão somente num momento de autossatisfação.
(    ) Seus bens materiais passam a ser a razão de se viver.
(    ) Adoram à criatura em vez do Criador (Rm 1.24,25).
 
17- Em que está fundamentada a Teologia da Barganha?
(    ) Na Teologia da Barganha a espiritualidade é fundamentada em técnicas e não em relacionamentos.
(    ) A prática da barganha transforma o relacionamento com DEUS em algo meramente técnico e interesseiro.
(    ) A fé é reduzida a uma fórmula e DEUS a um bem de consumo!
(    ) O relacionamento com o Eterno deixa de existir e é substituído por um jogo de interesses onde se objetiva unicamente a aquisição de vantagens materiais e muitas vezes iníquas.
(    ) Tal ensino faz da vida cristã algo superficial e vergonhoso.
 
CONCLUSÃO 
18- Complete:
Não podemos cair na tentação de barganhar com DEUS. Isto por uma razão bastante simples: nada __temos__ de real valor para propor em troca e muito menos o __direito__ de assim procedermos. O profeta Isaías afirmou que até os nossos mais exaltados atos de __justiça__ não passam de trapos de __imundícia__ diante dEle (Is 64.6). Para sermos abençoados necessitamos de DEUS em todas as coisas e em todo o tempo. Ele em nenhum momento se nega a abençoar-nos, segundo a sua soberana e perfeita __vontade__ (Mt 6.10; 26.42).

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