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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

EBD - LIÇÃO 6, A PROSPERIDADE DOS BEM-AVENTURADOS

 
TEXTO ÁUREO
“O ESPÍRITO do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração” (Lc 4.18).
 
 
VERDADE PRÁTICA
A verdadeira prosperidade não reside no acúmulo de bens materiais, mas se encontra na abundância dos bens espirituais que a graça de Nosso Senhor JESUS CRISTO nos proporciona.
 
 
LEITURA DIÁRIA 
Segunda - Mt 5.2,6 Os prósperos têm carências
Terça - Mt 5.4 Os prósperos também lamentam
Quarta - Mt 5.8 Os prósperos são santos
Quinta - Mt 5.5,7 Os prósperos são virtuosos
Sexta - Mt 5.9 Os prósperos promovem a paz
Sábado - Mt 5.10,11 Os prósperos também sofrem
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus 5.1-12.
1 - E JESUS, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; 2 - e, abrindo a boca, os ensinava, dizendo: 3 - Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus; 4 - bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; 5 - bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; 6 - bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; 7 - bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; 8 - bem-aventurados os limpos de coração; porque eles verão a DEUS; 9 - bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de DEUS; 10 - bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus; 11 - bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. 12 - Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.
 
5.1 O SERMÃO DO MONTE. Nos capítulos 5 e 7, temos o que é comumente chamado de o Sermão do Monte. Contém a revelação dos princípios divinos da justiça, segundo os quais todos os cristãos devem viver pela fé no Filho de DEUS (Gl 2.20), e mediante o poder do ESPÍRITO que neles habita (cf. Rm 8.2-14; Gl 5.16-25). Todos nós, que pertencemos ao reino de DEUS, devemos ter uma intensa fome e sede da justiça de que trata este sermão de CRISTO (ver 5.6).
5.3 BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO. A palavra bem-aventurados refere-se ao estado abençoado daqueles que, por seu relacionamento com CRISTO e a sua Palavra, receberam de DEUS o amor, o cuidado, a salvação e sua presença diária (ver 14.19; Lc 24.50). Há certas condições necessárias para recebermos as bênçãos do reino de DEUS. Para recebê-las, devemos viver segundo os padrões revelados por DEUS nas Escrituras, e nunca pelos do mundo. A primeira destas condições é ser pobre de espírito , o que significa reconhecermos que não temos qualquer auto-suficiência espiritual; que dependemos da vida do ESPÍRITO; do poder e graça divinos para podermos herdar o reino de DEUS.
5.4 OS QUE CHORAM. Aqui, chorar é contristar-se profundamente por causa das nossas próprias fraquezas quando nos medimos com o padrão divino de justiça (v. 6; 6.33). É também sentirmos pesar por aquilo que entristece a DEUS. É ter nossos sentimentos em sintonia com os sentimentos de DEUS. É sentir aflição em nosso espírito por causa do pecado, da imoralidade e da crueldade prevalecentes no mundo (ver Lc 19.41; At 20.19; 2 Pe 2.8).
5.5 OS MANSOS. Os mansos são os humildes e submissos diante de DEUS. Acham nEle o seu refúgio e lhe consagram todo o seu ser. Preocupam-se mais com a obra de DEUS e o povo de DEUS do que com aquilo que lhes possa acontecer pessoalmente (cf. Sl 37.11). Os mansos, e não os violentos, herdarão por fim a terra.
5.6 FOME E SEDE DE JUSTIÇA. Este é um dos versículos mais importantes do Sermão do Monte.
(1) A condição fundamental para uma vida santa em todos os aspectos é ter fome e sede de justiça (cf. 6.33). Tal fome é vista em Moisés (Êx 33.13, 18), em Davi (Sl 42.1,2; 63.1,2) e no apóstolo Paulo (Fp 3.8-10). O estado espiritual do cristão durante toda sua vida dependerá da sua fome e sede da presença de DEUS (Dt 4.29), da Palavra de DEUS (Sl 119), da comunhão com CRISTO (Fp 3.8-10), da justiça (5.6) e da volta do Senhor (2 Tm 4.8).
(2) A fome que o cristão tem das coisas de DEUS pode ser destruída pelas preocupações deste mundo, pelo engano das riquezas (13.22), pela ambição pelas coisas materiais (Mc 4.19), pelos prazeres do mundo (Lc 8.14) e por
deixar de permanecer em CRISTO (ver Jo 15.4). Quando a fome de DEUS cessa no crente, este morre espiritualmente (ver Rm 5.21). É então indispensável que sejamos sensíveis ao ESPÍRITO SANTO ao convencer-nos do pecado (ver Jo 16.8-13; Rm 8.5-16). Aqueles que sinceramente têm fome e sede de justiça serão fartos .
5.7 OS MISERICORDIOSOS. Os misericordiosos estão cheios de compaixão e dó para com os que sofrem por causa do pecado ou de aflições. Os misericordiosos desejam minorar os sofrimentos, conduzindo os sofredores à graça de DEUS por meio de JESUS CRISTO (cf. 18.33-35; Lc 10.30-37; Hb 2.17). Sendo misericordiosos para com os outros, eles alcançarão misericórdia .
5.8 OS LIMPOS DE CORAÇÃO. Os limpos de coração são os que foram libertos do poder do pecado mediante a graça de DEUS, e que agora se esforçam sem dolo para agradar e glorificar a DEUS e serem parecidos com Ele.
(1) Procuram ter a mesma atitude interior que DEUS tem amor à justiça e ódio ao mal (ver Hb 1.9). Seu coração (que inclui a mente, a vontade e as emoções) está em harmonia com o coração de DEUS (1 Sm 13.14; Mt 22.37; 1 Tm 1.5).
(2) Somente os limpos de coração verão a DEUS . Ver a DEUS significa ser seu filho e habitar na sua presença, tanto agora como no seu reino futuro (Êx 33.11; Ap 21.7; 22.4).
5.9 OS PACIFICADORES. Os pacificadores são aqueles que se reconciliaram com DEUS. Têm paz com Ele mediante a cruz (Rm 5.1; Ef 2.14-16). E agora se esforçam, mediante seu testemunho e sua vida, para levarem outras pessoas, inclusive seus inimigos, à paz com DEUS.
5.10 PERSEGUIDOS POR CAUSA DA JUSTIÇA. Todos que procuram viver de acordo com a Palavra de DEUS, por amor à justiça sofrerão perseguição.
(1) Aqueles que conservam os padrões divinos da verdade, da justiça e da pureza e que, ao mesmo tempo, se recusam a transigir com a presente sociedade pecaminosa e com o modo de vida dos crentes mornos (Ap 2; 3.1-4,14-22) sofrerão impopularidade, rejeição e críticas. O mundo lhes moverá perseguição e oposição (10.22; 24.9; Jo 15.19) e, às vezes, da parte de membros da igreja professa (At 20.28-31; 2 Co 11.3-15; 2 Tm 1.15; 3.8-14; 4.16). Ao experimentar tal sofrimento, o cristão deve regozijar-se (5.12), porque DEUS outorga a maior bênção àqueles que sofrem mais (2 Co 1.5; 2 Tm 2.12; 1 Pe 1.7; 4.13).
(2) O cristão deve precaver-se da tentação de transigir quanto à vontade de DEUS, a fim de evitar a vergonha, a ridicularização, o constrangimento, ou algum prejuízo (10.33; Mc 8.38; Lc 9.26; 2 Tm 2.12). Os princípios do reino de DEUS nunca mudam: Todos os que piamente querem viver em CRISTO JESUS padecerão perseguições (2 Tm 3.12). A promessa aos que enfrentam e suportam perseguições por causa da justiça é que dos tais é o reino dos céus.
5.13 SAL DA TERRA. Os cristãos são o sal da terra . Dois dos valores do sal são: o sabor e o poder de preservar da corrupção. O cristão e a igreja, portanto, devem ser exemplos para o mundo e, ao mesmo tempo, militarem contra o mal e a corrupção na sociedade.
(1) As igrejas mornas apagam o poder do ESPÍRITO SANTO e deixam de resistir ao espírito predominante no mundo. Elas serão lançadas fora por DEUS (ver Ap 3.16).
(2) Tais igrejas serão destruídas, pisoteadas pelos homens (v.13); i.e., os mornos serão destruídos pelos maus costumes e pelos baixos valores da sociedade ímpia (cf. Dt 28.13,43,48; Jz 2.20-22).
 
SOMOS CARTAS VIVAS DE CRISTO AO MUNDO:
2Co 4.1,2 Pelo que, tendo este ministério, assim como já alcançamos misericórdia, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas ocultas, que são vergonhosas, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de DEUS; mas, pela manifestação da verdade, nós nos recomendamos à consciência de todos os homens diante de DEUS.
VOCÊ PODE SE RECOMENDAR A SI MESMO DIANTE DOS HOMENS, COMO EXEMPLO DE CRISTÃO?
 
 
 
 
A BUSCA DO PADRÃO ÉTICO DO REINO DE DEUS
1. É parte da responsabilidade cristã. Deve ser o alvo de cada crente, sendo parte de sua responsabilidade cristã. Se o crente não manifesta esse desejo de aperfeiçoar a sua vida cristã a cada dia, nos moldes ensinados por CRISTO no Sermão do Monte, é certo que não tenha experimentado a verdadeira transformação interior ou a tenha perdido no meio do caminho.
2. É resultado exclusivo da graça. Nenhum esforço humano pode produzir não só o ardente desejo, mas também a possibilidade de se experimentar, aqui e agora, essa dimensão ética do Reino de DEUS, só há uma resposta a ser dada: ela é resultado exclusivo da graça (ver Rm 6.1-15).

Eis porque o Senhor afirmou que a nossa justiça precisa exceder a dos escribas e fariseus para que tenhamos entrada no Reino de DEUS (v.20). Eles se apegavam à letra da lei, visando apenas o exterior. Nós temos que estar apegados à CRISTO e, mediante a sua graça e o poder do ESPÍRITO SANTO, desenvolver a capacidade de demonstrar em nossas ações, a partir do coração, que o Senhor vive através de nossa própria vida.  
 
Que fazer para entrar nesse reino, qual a ética deste reino?
Com o propósito de responder essas indagações e estabelecer o padrão de conduta dos cidadãos do Reino, JESUS proferiu um discurso-chave popularmente conhecido como “o Sermão do Monte”.
Este sermão indica que a vida com CRISTO requer a substituição do nosso padrão de justiça pelo padrão de justiça de DEUS. JESUS ensinou que a felicidade por Ele oferecida não deve depender do que temos ou fazemos, mas do que somos; e não pode ser importada, mas precisa nascer da alma, do interior.
Podemos concluir, através desse magistral sermão que, se quisermos alcançar a felicidade nesta vida e a eternidade, não nos resta outra alternativa, senão, atentarmos para todos os sublimes ensinamentos do majestoso Filho de DEUS.
 
Devemos reconhecer que o único meio para viver o elevado padrão ético desejado por DEUS para o seu povo é a graça.
Ao contrário do que muitos pensam, seguir a JESUS e submeter-se ao seu Reino não significa anular nossa vida pessoal, mas descobrir uma nova dimensão de vida; mais profunda, dinâmica e feliz.
A GARANTIA DA POSSE DO REINO DE DEUSSe dá pela nossa disposição de entrar pela porta estreita que conduz ao caminho apertado (Lc 13.24). Não obstante o elevado padrão que ele propõe, o Sermão do Monte não pode ser avaliado como um compêndio de regras para nos impor um fardo maior do que podemos carregar e, desta maneira, tornarmo-nos ainda mais cansados do que estávamos antes de receber o Evangelho. Seria contradizer o próprio ensino do Mestre (ver Mt 11.28-30).
Os princípios deste magistral discurso nos apontam os referenciais do Reino, salientando que eles vão além do exterior e descem ao coração, que simboliza o centro de nossos sentimentos e vontades, onde CRISTO está entronizado.
É pelos bons frutos que se qualifica a procedência e pelos quais se conhece a "boa árvore".
O que prevalece é o compromisso com os princípios do Reino, e não os aparentes sinais exteriores de espiritualidade.

CONSEQÜÊNCIAS DO DESPREZO AO REINO DE DEUS
1. Entrada pela porta espaçosa. Por último, o Senhor mostra as conseqüências daqueles que desprezam o Reino de DEUS, preferindo a porta espaçosa do mundanismo, de ilicitude e das facilidades anti-bíblicas e anticristãs.
2. Construção sobre o movediço alicerce. Este são os que, ao invés de ouvir e praticar as palavras do Senhor, constroem sobre o movediço alicerce da areia, de modo que, ao primeiro sinal da tempestade, a casa desmorona e joga por terra todas as esperanças (vv.26,27).
O conceito, aqui, é o de justificar-se pelos próprios esforços através da auto-confiança, à semelhança dos fariseus que se estribavam em si próprios como os grandes guardiões da lei mosaica, mas estavam cheios de peçonha mortal. Infelizmente, para os que assim prosseguem, sem mudar de rota e firmar os seus passos em CRISTO, o fim deles é a perdição (v.13).
 
A ÉTICA DO REINO DE DEUS (5.1-7.29) Mateus, introdução e comentário - Série cultura bíblica - R. V. G. Tasker - Editora: Vida Nova
A expressão "sermão do monte", pela qual esta seção é geralmente conhecida é algo enganosa, desde que parece mais provável que nestes capítulos o evangelista não esteja registrando um discurso único pronunciado de uma só vez, mais sim, reunindo e organizando pequenos grupos de ditos de JESUS sobre o discipulado, exarados em várias ocasiões durante seu ministério. O fato de que muitos dos ditos aqui registrados são encontrados em diferentes contextos na narrativa de Lucas confirma esta conclusão. Tal confirmação vem também da opinião generalizada de que dificilmente qualquer mestre condensaria tanta instrução em um único sermão. É pouco convincente a opinião de Chapman (pág. 216) de que o sermão original pode ter durado tanto quanto uma hora inteira, na sua forma condensada, e até três horas, havendo necessidade de desenvolvimentos e explanações.
Além do mais, o ambiente onde, segundo Mateus, o "sermão" foi proferido, o monte, e a postura física do pregador - como se assentasse (sendo que a prática do tempo era que o Rabi ensinasse sentado), parece sugerir que o evangelista está retratando JESUS como um segundo Moisés, realmente maior que o primeiro; este, também num monte (que, de fato, era uma simples colina da Galiléia), dá ao novo Israel uma nova "lei", embora certamente um tipo muito diferente 'de lei em comparação com a que fora promulgada por Moisés no Monte Sinai. A "lei" prescrita por JESUS não é nenhum código de regras exteriores que possa ser seguido ao pé da letra, mas sim, uma série de princípios, ideais e motivos para conduta, mais consentânea com a "lei" que Jeremias predisse: o Senhor haveria de colocar na "mente" dos homens e lhas "inscrever no coração" quando estabelecesse um novo pacto com eles (ver Jeremias 31.33). O fato de ter Lucas registrado uma coleção muito mais breve de ditos sobre o discipulado, embora semelhante, chamada freqüentemente "o Sermão da Planície" (Lucas 6.20-49), e que ambas as coleções começam com uma série de bem-aventuranças e terminam com a parábola dos dois construtores, é considerada pelos críticos seja na base da suposição de que ambos os evangelistas estivessem extraindo seu material de uma coleção já existente de ditos, a qual Mateus tenha expandido, ou, mais raramente, que Lucas tenha abrevia,­do a narrativa de Mateus. 
Nesta seção encontramos o ensino de JESUS sobre o modo como homens e mulheres devem orientar sua conduta ao tornar-se súditos do reino de DEUS, cristalizado na forma de instruções diretas. Parte deste ensino é encontrada numa forma mais poética nas parábolas ilustrativas pronunciadas por JESUS em outras ocasiões. Assim, o melhor comentário sobre a primeira bem-aventurança (v. 3) é a parábola do fariseu e do publicano (Lucas 18.10-4); e a verdade contida na quinta bem­aventurança (v. 7) é ilustrada de maneira inesquecível na parábola do credor incompassivo (18.23-35). Assim também a parábola do bom samaritano exemplifica como pode ser praticada a determinação "Amai os vossos inimigos" (v. 44).
A recordação destas outras formas literárias em que é encontrado o mesmo ensino de JESUS deve ajudar-nos a resistir à tentação de considerarmos o Sermão do Monte com espírito legalista, bem como a lembrar que foi exatamente contra esse espírito, muito característico, do ensino dos escribas e fariseus, que JESUS estava falando. Muitos mal­entendidos e frustrações poderão surgir se olharmos os preceitos contidos nesta seção como regras que podem ser obedecidas literalmente por todos, em qualquer circunstância, pelo simples exercício da vontade, do mesmo modo como as leis de um estado terreno podem ser acatadas por seus cidadãos. A ética do "Sermão do Monte", como disse C. H. Dodd,(1) "é a ética absoluta do reino de DEUS. Não devemos supor que sejamos capazes neste mundo de amar nossos inimigos, ou mesmo o nosso próximo, na plena medida em que DEUS nos amou; ou mesmo de sermos tão completamente desinteressados e ingênuos, tão puros quanto aos desejos e ansiedades do mundo e tão predispostos ao sacrifício, quanto as palavras de JESUS o exigem; e contudo estes são os padrões pelos quais nossas ações são julgadas".
O mesmo escritor defende o mesmo ponto de vista em outro escrito seu (2) quando escreve: "Os preceitos de CRISTO não são definições estatutárias como as do código mosaico, mas sim indicações da qualidade e da direção de ação que devem ser aparentes mesmo nas mais simples atitudes" .
 
Características do Discipulado Cristão (5.1-16; comparar Lucas 6.20-23,14.34,35. 11.33; Marcos 9.50)
As bem-aventuranças, como são geralmente chamadas, são descrições numa forma exclamatória das qualidades que devem ser encontradas, todas elas, e de fato o são, em vários graus, na vida dos que se submetem ao domínio soberano de DEUS. Elas são também uma declaração das bênçãos que já experimentam em parte e que irão gozar mais plenamente na vida futura todos os que revelem tais virtudes. O tempo verbal futuro usado na descrição daquelas bênçãos nos versos 5-9 enfatiza sua certeza, e não simplesmente o seu aspecto futuro. Os que choram serão certamente consolados, etc. As bem-aventuranças em Mateus parecem ser oito em número, pois no verso 11 JESUS abandona a forma exclamatória "bem-aventurados são" e aborda os discípulos diretamente com as palavras Bem-aventurados sois (vós). As oito qualidades aqui indicadas, quando integradas umas às outras (nenhuma delas pode sequer existir de fato sem as demais) formam o caráter daqueles que, únicos, serão aceitos pelo divino Rei como seus súditos (3,10), os únicos que o poderão ver, sendo ele invisível (8), os únicos dignos de serem seus filhos (9).
Conseqüentemente, qualquer pessoa que se diga filho de DEUS, ou que diz conhecê-Io, ou pertencer ao seu reino, ou ser membro de seu corpo, a Igreja; em suma, todos aqueles em que seja notória a ausência destas qualidades, é "mentiroso e não conhece a verdade". Muitas destas qualidades já haviam sido consideradas como benditas pelo salmista. Mas quando foram combinadas por JESUS, formando uma espécie de mosaico do caráter cristão, ele realizou um beneficio ímpar.
 
Os humildes de espírito não são "pobres-de-espírito", como pode sugerir uma infeliz tradução. Eles são, isto sim, os que reconhecem de coração ser "pobres" no sentido de não poderem realizar nenhum bem sem assistência divina e que não têm nenhum poder em si mesmos que os ajude a fazer o que DEUS requer deles. O reino dos céus a estes pertence, pois deste reino os orgulhosos por sua auto-suficiência são inevitavelmente excluídos.
 
Os que choram são os que lamentam tanto os seus próprios pecados e falhas, como o mal tão preponderante no mundo, causando tanto sofrimento e miséria. A simpatia que nasce desta lamentação traz consolação desde agora para aqueles que a praticam. E o dia certamente chegará quando DEUS "lhes enxugará dos olhos toda lágrima".
Pode-se chora or si mesmo ou pelos outros. O choro é a frustação da alma incapaz de realizar seus desejos.
 
Os mansos são aqueles que se humilham diante de DEUS por reconhecerem sua total dependência dele. Como conseqüência são gentis no trato com os outros. Moisés revelava este traço de caráter em notável medida; e a posse do mesmo por JESUS foi uma das bases para ele convidar homens e mulheres Cansados e sobrecarregados a achar alívio e descanso nele, que era exatamente manso e humilde (11.28,29). Quando DEUS tiver destruído todos os que em sua arrogância resistem à sua vontade, os mansos serão os únicos a herdar a terra.
 
Os que têm fome e sede de justiça são os que, por ansiarem por ver o triunfo final de DEUS sobre o mal e o seu reino plenamente estabelecido, anseiam também por fazer eles próprios o que é justo e reto. Todos estes têm a crescente satisfação de saber que estão avançando e não bloqueando os propósitos de DEUS.
 
Os misericordiosos são aqueles que estão conscientes de ser indignos recipientes da misericórdia de DEUS e que, não fosse por essa misericórdia, eles não seriam apenas pecadores, mas pecadores condenados. Conseqüentemente esforçam-se por refletir no seu convívio com outros algo da misericórdia que DEUS mostrou para com eles. E quanto mais fazem isto, mais a misericórdia de DEUS se estende a eles.
 
Os limpos de coração são os íntegros, livres da tirania de um "eu" dividido, e que não ficam tentando servir a DEUS e ao mundo ao mesmo tempo. Destes é impossível que DEUS se esconda. Vivem como se já pudessem ver aquele que é invisível e a quem, um dia, verão tal como ele é (comparar Hebreus 11.27 e I João 3.2).
 
Os pacificadores são os que estão em paz com DEUS, que é o "autor da paz e apreciador da concórdia"; são os que mostram ser verdadeiramente filhos de DEUS, esforçando-se para aproveitar qualquer oportunidade que se lhes abra para efetuar a reconciliação entre aqueles que estão em desavença.
 
Aqueles que são perseguidos sofrem simplesmente por sustentarem os padrões divinos de verdade, justiça e pureza, recusando-se a ajustar­se ao paganismo ou a curvar-se perante os ídolos que os homens erguem como substitutos de DEUS. Como Paulo alertou seu amigo Timóteo, "todos os que querem viver piedosamente em CRISTO JESUS serão perseguidos" (II Timóteo 3.12); mas a estes JESUS assegura que são cidadãos do único reino permanente, o reino dos céus.
 
 
No versículo 11 JESUS se volta para os discípulos advertindo-os de que, no caso deles, sofrimento por minha causa significará a possibilidade de serem submetidos a violência, perseguição e todo tipo de calúnia. Quando ele, o Messias, se retirasse da presença deles, o ódio do mundo, até então voltado contra ele enquanto estava na terra, se voltaria contra seus seguidores. Estes deviam alegrar-se muito sabendo que tal sofrimento seria indicação de estarem eles na linha de descendência dos profetas que anunciaram a vinda do Messias.
Tais profetas e o povo ao qual falavam eram um povo "peculiar", e os discípulos de JESUS deviam, pela própria natureza de sua vocação, ser "característicos", ou seja, facilmente identificáveis. Esta é a verdade expressa na descrição que JESUS faz deles como o sal da terra. A mais evidente característica geral do sal é que ele é essencialmente diferente do meio em que é posto. Seu poder está precisamente nesta diferença. Isso acontece também, diz JESUS, com seus discípulos. Seu poder no mundo está na diferença que existe entre ambos. O cristão é tão diferente dos outros homens como o sal num prato difere do alimento em que é colocado. Além disto outra função primária do sal é preservar, deter a decomposição, agir como um anticéptico, de modo que os germes latentes, por exemplo, na carne, possam ser neutralizados ao contacto com ele.
Os discípulos, do mesmo modo, são chamados a ser como um purificador moral em um mundo onde os padrões morais são baixos, instáveis, ou mesmo inexistentes. Eles só poderão porém cumprir esta missão se retiverem a sua virtude - e isto exige muita disciplina pessoal - inclusive no falar, pois, como Paulo disse, a palavra de um cristão deve ser "sempre agradável, temperada com sal" (Colossenses 4.6). Como JESUS afirma a seguir, se um discípulo perde sua "virtude", ele é como o sal que perde a sua salinidade, tornando-se, assim, uma substância completamente inútil, só servindo para ser jogado fora, nas ruas, onde é pisado pelos caminhantes. Na versão que Lucas dá a este pronunciamento está implícito que seria até uma perda de tempo e energia espalhá-Io pela terra e mesmo levá-Io para o monturo (Lucas 14.35).
Entretanto, os discípulos de CRISTO não devem, sob pretexto de ter medo de exercer uma influência indigna, permanecer silenciosos a respeito de sua religião. Eles podem e devem dar testemunho da fé que possuem através de seu exemplo pessoal. Esta é a verdade que sublinha a metáfora usada por JESUS ao dizer-Ihes que eram a luz do mundo. A luz que mostram é obtida daquele que é supremamente a Luz do mundo. Mas para poder brilhar nos lugares escuros do mundo, esta luz deve estar em uma posição estratégica, livre de qualquer bloqueio. É a cidade sobre o monte, visível a quem vive em terrenos mais baixos. Do mesmo modo, seria absurdo, diz JESUS, colocar-se uma candeia debaixo de um alqueire (modios, no grego, significando barril, uma medida para cereais) ao invés do velador, esperando assim iluminar a casa para seus moradores! Os discípulos não devem então esconder-se, mas viver e trabalhar em lugares onde sua influência seja sentida e a luz que neles haja seja mais plenamente manifesta a outros - não para glorificação própria, mas para que outros possam ver que a luz da verdadeira bondade cristã, expressando-se em atos reais de gentileza e serviço, não é uma luz deste mundo, mas vem de DEUS, e possam conseqüentemente ser levados a dar honra e louvor ao Doador da mesma.
 
JESUS e a Lei Mosaica (5.17-48; comparar Lucas 12.57-59; Mar­cos 9.43-48, 10.11,12; Lucas 16.18,6.29,30,32-36)
Nesta seção JESUS insiste em que em seu ensino ele não está, de modo nenhum, contradizendo a lei mosaica, embora esteja em oposição ao tipo legalista de religião que os escribas haviam construído sobre ela. Frisa também que ele considera o Antigo Testamento como tendo validade permanente como Palavra de DEUS, conforme se vê em seus candentes dizeres nos versos 17-19. Ao mesmo tempo, fica também claro que ele considera seu próprio ensino como igualmente válido. E sua ênfase sobre esta verdade, às vezes tem dado a leitores desta seção do evangelho de Mateus a impressão de que em alguns casos a natureza permanente da lei parece ser negada.
 
1 The Bible Today (A Bíblia Hoje), pág. 84.
2 The Gospels and the Law of Christ (Os Evangelhos e a Lei de CRISTO) (Longmans, 1947), pág. 9.
 
INTERAÇÃO
Prezado professor, você tem desfrutado das bem-aventuranças? Este é o tema que estudaremos na lição de hoje: “A Prosperidade dos Bem-Aventurados”. Ser um bem-aventurado não é ter muitos bens materiais, mas é viver do favor de DEUS. A graça divina nos dá condições para vivermos segundo os seus preceitos. Sabemos que na Lei de Moisés alguém para ser abençoado necessitava fazer alguma coisa. Porém, na dispensação da graça, os bem-aventurados são aqueles que não necessitam fazer coisa alguma, visto que pela fé o Filho de DEUS já fez por eles! Por isso mesmo praticam boas obras. Enfatize, também, que para sermos abençoados, basta permanecermos firmes em JESUS CRISTO.
 
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Saber quais são os fundamentos das bem-aventuranças.
Explicar as bem-aventuranças da mansidão e da misericórdia.
Conscientizar-se de que a prosperidade dos bem aventurados firma-se nas coisas espirituais e não nas materiais.
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza no quadro de giz o esquema abaixo. Depois, pergunte aos alunos: “O que significa ser bem-aventurado?” Ouça as respostas e explique, utilizando o quadro, que ser bem-aventurado é ser feliz. Essa felicidade não se origina dos bens materiais que possuímos, mas em termos os nossos pecados perdoados por JESUS. Somente aqueles que receberam a CRISTO como único e suficiente Salvador podem desfrutar dessa felicidade. Conclua enfatizando que essa alegria nos acompanhará por toda a eternidade.
 
 
 
Palavra Chave - Bem-aventurança: Do gr. makarismós; felicidade perfeita.
 
 
RESUMO DA LIÇÃO 6, A PROSPERIDADE DOS BEM-AVENTURADOS
I. O FUNDAMENTO DAS BEM-AVENTURANÇAS
1. O significado das bem-aventuranças.
2. Bem-aventurados os pobres (Mt 5.3). Veja  Is 61.11.
3. Bem-aventurados os que choram (Mt 5.4). 
II. A BEM AVENTURANÇA DA MANSIDÃO E DA MISERICÓRDIA
1. Bem aventurados os mansos (Mt 5.5). Veja Salmos 37.11; Is 61.11; Mt 11.28; Gl 5.22,23).
2. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça (Mt 5.6). 
3. Bem-aventurados os misericordiosos (Mt 5.7). 
III. A BEM-AVENTURANÇA DA PUREZA E DA AFLIÇÃO
1. Bem-aventurados os limpos de coração (Mt 5.8). 
2. Bem-aventurados os pacificadores (Mt 5.9). 
3. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça (Mt 5.10,11). 
 
SINOPSE DO TÓPICO (I) Ser bem-aventurado é ser feliz por amar intensamente ao Senhor.
SINOPSE DO TÓPICO (II) Ser próspero é agir com mansidão e submeter-se à vontade divina.
SINOPSE DO TÓPICO (III) Sofrer injustiça e ser perseguido por causa do Reino de DEUS são evidências de uma bem-aventurança eterna.
 
VOCABULÁRIO
Léxico: Dicionário de línguas clássicas antigas.
Pieguice: Relativo a piegas; sentimentalismo extremo.
Sapiencial: Relativo à sabedoria (os livros de sabedoria do AT).
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
COUTO, G. A Transparência da Vida Cristã. 1.ed., RJ: CPAD, 2001.
RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I - Subsídio Teológico
“Os Bem-aventurados
Os pobres de espírito (Mt 5.3). Talvez isso inclua os economicamente necessitados, mas certamente aqueles que aprenderam a inutilidade de ter esperança em qualquer coisa que não seja DEUS. O perigo da riqueza é o isolamento que ela causa às vulnerabilidades da pessoa comum; ela pode fazer o rico [humanamente] insensível [...].
Os que choram (Mt 5.4). Os que choram são aqueles que sentem uma tristeza profunda, tendo reconhecimento que a infelicidade é uma consequência do pecado pessoal e institucionalizado.
Os mansos (Mt 5.5). A palavra ‘manso’, praus, é um termo complexo que sugere gentileza, ausência de ostentação, uma vontade de reagir. Os gregos encaravam a mansidão como sendo desprezível e a confundiam com servidão. No pensamento bíblico [...] o manso relaciona-se com os demais sem hostilidade, sem maldade e sem arrogância ou orgulho.
Os pacificadores (Mt 5.9). A ideia de paz encontrada no Antigo Testamento não é simplesmente uma ausência de discórdia. Ao contrário, paz, shalom, é um termo dinâmico e positivo que implica tanto em saúde quanto em inteireza. [...] Existe a clara implicação de que a pessoa capaz de trazer cura e inteireza, é pobre de espírito, mansa, misericordiosa e pura de coração” (RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007, p.25).
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II - Subsídio Devocional
“O cristão tem uma vantagem. Podemos entrar nas dificuldades da vida, nas batalhas e situações aparentemente impossíveis, sabendo que DEUS nos ajudará. Quando assumimos a responsabilidade de manter uma atitude boa e honesta, e desenvolvemos a nossa fé, sabemos que DEUS estará ao nosso lado. Apesar de termos na vida muitos obstáculos e complexidades, devemos crer que venceremos. DEUS está consciente do nosso problema particular. Ele nos dará a sabedoria para lidarmos seja lá com o que for. Por isto é importante compreendermos que, a fim de vencer na vida, temos de depender dEle e fazer o que Ele nos manda. O orgulho pessoal nos deixará presos onde estamos. Entendemos que ‘Ainda que o Senhor é excelso, atenta para o humilde; mas ao soberbo, conhece-o de longe’ (Sl 138.6). Necessitamos da força e da ajuda de DEUS em tudo o que fazemos. Não existe nenhum ‘vencedor pelo próprio esforço’, mas homens e mulheres que desenvolveram os talentos recebidos de DEUS.
Há muitas pessoas bem-sucedidas, que chegaram ao topo de sua profissão e esqueceram-se do que (ou quem) as levou até lá. Os nossos talentos, a nossa inteligência, singularidade e oportunidade vieram de DEUS. Se agirmos na vida com fidelidade e confiança, cresceremos e saberemos o que fazer para ser próspero” (GOODALL, W. O Sucesso que Mata: Fuja das Armadilhas que Roubam os seus Sonhos. 1.ed., RJ: CPAD, 2011, p.77).
 
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 6, A PROSPERIDADE DOS BEM-AVENTURADOS
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 1º TRIMESTRE DE 2012
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.
  
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
“O ESPÍRITO do Senhor é sobre _______________________, pois que me _______________________ para evangelizar os pobres, enviou-me a ______________________ os quebrantados do coração” (Lc 4.18).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
A verdadeira _______________________________ não reside no acúmulo de bens materiais, mas se encontra na abundância dos bens _________________________ que a ____________________ de Nosso Senhor JESUS CRISTO nos proporciona.
 
COMENTÁRIO
3- O que destacam as bem-aventuranças de JESUS?
(    ) Destacam os princípios que fundamentam a Lei e os Profetas.
(    ) Destacam os princípios que fundamentam a Lei e a Graça.
(    ) Em cada sentença, enfatizam as riquezas espirituais em detrimento das materiais.
(    ) O escândalo dos escribas e fariseus, porque eles entendiam só a letra e não o espírito da Lei Mosaica.
 
4- Faz-se necessário nos voltarmos ao Sermão do Monte para reavaliarmos o que se vem ensinando nos púlpitos de nossas igrejas. Por que?
(    ) Porque os ensinos e pregações estão em alinhamento perfeito com o sermão do monte.
(    ) Caso contrário, agiremos como a classe sacerdotal do tempo de JESUS.
(    ) Corremos o risco de transformar a fé cristã num mero e perigoso relacionamento mercantil entre o crente e DEUS.
 
I. O FUNDAMENTO DAS BEM-AVENTURANÇAS
5- Qual o significado das bem-aventuranças? Complete:
A expressão bem-aventurado vem da palavra latina ____________________ que, por seu turno, originou o termo beatitude. No original grego, o vocábulo usado por Mateus é ____________________________, cujo significado lembra felicidade, alegria divina e perfeita. Para os antigos gregos, somente os _________________________________ realmente eram felizes, isto é, bem-aventurados. No hebraico, por outro lado, o vocábulo _____________________ é traduzido, no salmo primeiro, com o sentido de quão felizes são! O sentido, portanto, é o de alguém que é feliz aos olhos de DEUS por ___________________ intensamente ao Senhor. Observa-se ainda que, na literatura grega clássica, a palavra era usada para se referir à prosperidade material. Mas, na literatura sapiencial hebraica, ela se refere a uma condição de bem-estar _________________________ com DEUS (Sl 1.1; 32.1; 112.1). JESUS mantém esse último sentido.
 
6- Por que são Bem-aventurados os pobres (Mt 5.3)? Complete:
No Sermão da Montanha, a pobreza não é vista propriamente como escassez de bens materiais, mas como _______________________ da alma. Nesse contexto, pobre é o que tem uma ___________________________ espiritual! Por conseguinte, é aquele que reconhece suas verdadeiras necessidades _______________________________. E por isso almeja um relacionamento mais profundo com DEUS como o fez o salmista: “Como o _____________________________ brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó DEUS! A minha alma tem sede de DEUS, do DEUS vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a ________________________ de DEUS? As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, porquanto me dizem constantemente: Onde está o teu DEUS? Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a ________________________; fui com eles à Casa de DEUS, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava. Por que estás _______________________, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em DEUS, pois ainda o louvarei na ___________________________ da sua presença” (Sl 42.1-5).
 
7- Por que são Bem-aventurados os que choram (Mt 5.4)? Complete:
Por que um crente chora? O motivo pode ser tanto interno quanto externo. Às vezes, choramos em decorrência de nossa própria ______________________ espiritual, porque almejamos aprofundar nossa _________________________ com o Senhor. Queremos estar mais próximos dEle. Suspiramos por uma _____________________________ maior com o Pai celeste. Outras vezes, choramos por causa da situação _________________________ em que o mundo se encontra (Is 6.5). Se de fato choramos aos pés de CRISTO, o ______________________ certamente virá.
 
II. A BEM AVENTURANÇA DA MANSIDÃO E DA MISERICÓRDIA
8- Por que são Bem aventurados os mansos (Mt 5.5)? Quem são eles?
(    ) Manso é aquele que, quando injustiçado, procura a vingança de DEUS como seu legítimo defensor (Is 41.17; Lc 18.1-8).
(    ) Nesse contexto, manso é aquele que demonstra total submissão à vontade de DEUS, mesmo quando esta parece contrariar seus interesses pessoais. Não é pieguice, mas submissão consciente ao querer divino.
(    ) Manso também é aquele que, apesar de injustiçado, não procura a própria vingança, mas confia em DEUS como seu legítimo defensor (Is 41.17; Lc 18.1-8).
(    ) Se você age com mansidão e submete-se à vontade divina, você é verdadeiramente próspero.
(    ) Isto significa que você possui uma riqueza que muita gente almeja e não tem: o domínio próprio e a conformação absoluta à vontade de DEUS.
 
9- Por que são Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça (Mt 5.6)? Quem são eles?
(    ) Porque a verdadeira prosperidade só é alcançada com o investimento financeiro no Reino de DEUS.
(    ) Os verdadeiramente prósperos são aqueles que demonstram um forte desejo pela justiça divina e a buscam ansiosamente.
(    ) Eles estão conscientes de que a verdadeira prosperidade só é alcançada com a instauração do Reino de DEUS.
 
10- Por que são Bem-aventurados os misericordiosos (Mt 5.7)? Quem são eles?
(    ) Em o Antigo Testamento, a expressão ocorre com frequência no sentido de perdão.
(    ) O léxico grego de Strong traduz essa expressão como “boa vontade ao miserável e ao aflito associada ao desejo de ajudá-los”.
(    ) Em o Novo Testamento, a expressão ocorre com frequência no sentido de perdão.
(    ) O bem-aventurado tem um coração não somente perdoador, mas disposto a socorrer os mais necessitados.
(    ) Ele sempre abrirá a mão e o coração àquele que precisa de um socorro material.
 
III. A BEM-AVENTURANÇA DA PUREZA E DA AFLIÇÃO
11- Por que são Bem-aventurados os limpos de coração (Mt 5.8)? Quem são eles?
(    ) É uma pureza que vem de fora, para dentro.
(    ) JESUS não se refere a uma pureza meramente ritual.
(    ) Ele se refere ao homem que se acha limpo e isento de culpa.
(    ) É uma pureza que vem de dentro, origina-se na alma.
 
12- Por que são Bem-aventurados os pacificadores (Mt 5.9)? Quem são eles?
(    ) A Peshita, tradução hebraica de Lucas feita em 50 d.C, traduz essa expressão como os que fazem a paz!
(    ) A Peshita, tradução aramaica de Mateus feita em 150 d.C, traduz essa expressão como os que fazem a paz!
(    ) O pacificador é alguém que não somente ama a paz, mas encontra-se comprometido com o processo que a ela conduz.
 
13- Por que são Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça (Mt 5.10,11)?
(    ) Sofrer injustiça, ser perseguido e até mesmo martirizado por causa do Reino de DEUS não são evidências de uma bem-aventurança eterna.
(    ) Sofrer injustiça, ser perseguido e até mesmo martirizado por causa do Reino de DEUS não podem ser evidências de uma bem-aventurança eterna.
(    ) Sofrer injustiça, ser perseguido e até mesmo martirizado por causa do Reino de DEUS são evidências de uma bem-aventurança eterna.
 
14- Dificilmente os pregadores da prosperidade aceitarão o que ensina JESUS sobre o assunto. Complete:
O princípio que o Senhor JESUS expõe é frontalmente contrário à filosofia __________________________________ deste século. No entanto, eles se esquecem da advertência do Senhor: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais _________________________; no mundo tereis _________________________, mas tende bom ânimo; eu ______________ o mundo” (Jo 16.33).
 
CONCLUSÃO
15- As bem-aventuranças de JESUS contrariam totalmente os conceitos da Teologia da Prosperidade. Qual a grande lição que aprendemos com o Mestre a esse respeito?
(    ) Somente a prosperidade material junto à espiritual é que é a verdadeira prosperidade.
(    ) O homem realmente próspero não é aquele que pode ser avaliado de forma superficial e materialista, mas aquele que encontrou a paz em CRISTO (Rm 5.1).
(    ) A prosperidade material nada representa sem a espiritual.

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