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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

EBD - LIÇÃO 4, A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO (Complementos, ilustrações, questionários e videos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva)

 
TEXTO ÁUREO
“Porque o Reino de DEUS não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no ESPÍRITO SANTO” (Rm 14.17).
 
Reino de DEUS não implica necessariamente em coisas materiais como imaginam a maioria dos crentes de hoje em dia. muita gente já foi excluída do reino por causa de comida e bebida.
Lembrando que, aqui, justiça é um milagre, paz um milagre e alegria no ESPÍRITO SANTO um milagre. tudo acontece por uma ação do ESPÍRITO SANTO sobrenaturalmente.
 
 
VERDADE PRÁTICA
O conceito de prosperidade em o Novo Testamento vai muito além da aquisição de bens terrenos; ele está fundamentado nas promessas do reino de DEUS na época vindoura.
 
Para os israelitas, as promessas serão completamente cumpridas no Milênio, para a Igreja, após o arrebatamento, enquanto para os israelitas ou judeus são promessas materiais, com um período de tempo pré-determinado (1000 anos), para a igreja são promessas espirituais e eternas.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 1 Tm 6.8-10 A prosperidade não é sucesso
Terça - Lc 12.15 A prosperidade revela-se no que somos 
Quarta - Mt 6.31 A prosperidade e as preocupações da vida
Quinta - Cl 2.2,3 A verdadeira prosperidade
Sexta - At 6.1-6 Prosperidade para suprir os necessitados
Sábado - Rm 15.26 Prosperidade e solidariedade
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 2 Coríntios 8.1-9. 
1- Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de DEUS dada às igrejas da Macedônia; 2- como, em muita prova de tribulação, houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza superabundou em riquezas da sua generosidade. 3- Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente, 4- pedindo-nos com muitos rogos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos. 5- E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor e depois a nós, pela vontade de DEUS; 6- de maneira que exortamos a Tito que, assim como antes tinha começado, assim também acabe essa graça entre vós. 7- Portanto, assim como em tudo sois abundantes na fé, e na palavra, e na ciência, e em toda diligência, e em vosso amor para conosco, assim também abundeis nessa graça. 8- Não digo isso como quem manda, mas para provar, pela diligência dos outros, a sinceridade do vosso amor; 9- porque já sabeis a graça de nosso Senhor JESUS CRISTO, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis.
 
Palavra Chave - Filantropia: Desprendimento, generosidade para com outrem; caridade.
 
Estamos vivendo num tempo em que as pessoas valem pelo que têem e não pelo que são na verdade. Até a igreja, que deveria manter o padrão bíblico de considerar todos iguais perante DEUS, faz acepção de pessoas, de raça, de etnias, de condição financeira., de posição social, de posição política, etc...
O pregador que chega para dar uma mensagem à igreja deve chegar de avião ou num carrão do ano senão não será bem recebido e nem será ouvido pelos "fiéis".
A igreja convida e paga milhares de reais a cantores e pregadores de renome para trazer avivamento à igreja, mesmo sabendo que após a festa tudo voltará a ser como dantes, pois o avivamento não é comprado, mas conquistado com muito jejum, oração, estudo da bíblia e quebrantamento.
JESUS, Pedro, João e Paulo eram prósperos sem nada possuírem. JESUS não tinha onde reclinar sua cabeça (Mt 8.20), Pedro pagou seu imposto com o milagre da moeda na boca do peixe (Mt 17:27), João foi parar numa ilha sem ter nem uma cama para se deitar, Paulo não tinha dinheiro para pagar por sua liberdade quando lhe foi oferecida em troca de dinheiro.
 
A ECONOMIA DE ISRAEL NA SOCIEDADE EM QUE JESUS VIVEU
 
A AGRICULTURA
O trigo constitui a base da alimentação e é cultivado um pouco por toda parte, embora cresça sobretudo na Galiléia; esta produz bem mais do que consome; armazena grandes quantidades precavendo-se contra a fome e ao mesmo tempo abastece a Judéia e Jerusalém, cujas necessidades são enormes por causa do afluxo dos peregrinos du­rante as festas. Só mesmo numa grande seca é que a Palestina se vê obrigada a importar trigo. Josefo menciona uma penúria desse tipo em 21 a.C. e em 49 d.C. O trigo produzido pode ser de diversas qualida­des; ora, para o Templo (feixes das primícias, pães da proposição ou ofertas espontâneas), não se aceita senão o melhor, que se encontra em três cidades da Judéia: Micmas, Zanoah e Hafaraim; tomar-se-ia também o trigo de Cafarnaum, se não tivesse que atravessar a Samaria, tornando-se impuro por causa disso mesmo . . .
A cevada, segunda cultura no processo de rotação, tem a mes­ma repartição que o trigo. Em caso de carestia, sua farinha substitui a do trigo para a população; habitualmente, é a farinha dos mais pobres e serve para fazer ração para o gado e as aves.
As figueiras são essenciais para a alimentação; durante a fome de 49 d.C. importam-se figos de Chipre, ao passo que normalmente produzem-se bastantes figos para exportar para Roma.
A oliveira é muito encontradiça em toda a Palestina; diz um dita­do que é mais fácil cultivar miríades de oliveiras na Galiléia do que educar um filho na terra de Israel! A Judéia, com o "monte das Olivei­ras" não é menos rica. A produção de óleo é aliás largamente superavitária e exporta-se óleo para o Egito e para a Síria. Não sendo esse óleo de primeira qualidade (exceto o de Técoa), costuma-se trazer óleo da Peréia para o Templo; mas como pelo caminho a mercadoria pode­ria se manchar, transportam-se as azeitonas, que só são prensadas em Jerusalém!
A vinha brota por toda parte na Judéia e deve ser de boa quali­dade pois o Templo não tem problema de abastecimento: lá o vinho serve para as libações (mas os sacerdotes não devem beber na hora do serviço); ele é indispensável para a festa da Páscoa, na qual quatro taças circulam durante a refeição (o vinho é cedido gratuitamente aos que não teriam recursos para comprá-lo); por todo lado, o vinho é a bebida costumeira de todo o Israel e certas marcas são exportadas para longe.
Entre as outras frutas ou legumes, citam-se sobretudo lenti­lhas, ervilhas, alface, chicória, agrião; há tal abundância de frutas e de legumes de toda espécie, que se costuma dizer que o peregrino tem certeza de encontrar tudo que precisa em Jerusalém. Plutarco afirma que todo dia chegam produtos da Palestina à mesa do imperador; en­tre eles, há certamente romãs e tâmaras de Jericó ou da Galiléia, pro­dutos célebres no mundo inteiro. Há ainda as maçãs da Galiléia e as nozes, os bombons da antiguidade.
Tudo isso dá a impressão de um país rico em árvores, entre as quais encontram-se também outras espécies como o salgueiro, a acácia, o loureiro, o cipreste, o pinheiro. A Palestina do séc. I é uma região bastante coberta de matas (enquanto as cabras e os turcos não a de­predaram). Antes de começar o assédio de Jerusalém, Vespasiano teve que desmatar as cercanias da cidade para poder enxergá-la bem.
Encontram-se também algumas culturas mais especiais. Embo­ra os jardins sejam proibidos em Jerusalém, há entretanto um roseiral de onde se extrai para venda o óleo ou essência de rosas. Plínio, o Ve­lho, que escreve por volta de 75 d.C, menciona as trufas da Judéia: os romanos as apreciam tanto, que acabaram por aclimatá-las na Itália. O mesmo Plínio escreve: "De todos os perfumes, o mais apreciado é o bálsamo, do qual a Judéia, sozinha entre todas as terras, tem o privilégio . . . Os judeus não tiveram para com ele consideração alguma, não mais que pela própria existência deles. Os romanos tomaram sua defe­sa e houve luta por causa de um arbusto. Agora é o fisco que o cultiva e ele jamais foi tão abundante. . . Nele se faz uma incisão; do enta­lhe sai um líquido chamado opobálsamo . . . Na época em que Alexan­dre passou pela Judéia, recolhiam-se sete medidas (3,25 litros cada uma) e ele valia então duas vezes seu peso em prata. Hoje a sangria de uma única árvore produz mais. São entalhadas três vezes em cada ve­rão, e depois cortadas . . . Também os ramos são vendidos: o produto do próprio corte e dos brotos rendeu 800 mil sestércios, cinco anos após a conquista da Judéia. É o suco o que mais se aprecia, depois a semente, depois a casca, depois a madeira. O suco é às vezes falsifica­do com óleo tirado da semente ou com óleo de rosa, de alfena, confor­me aquilo de que se dispõe. Nenhuma fraude é mais freqüentemente atestada, pois o produto é vendido à razão de mil denários o sestário (1/2 litro), ao passo que no fisco custa 300 denários."(História natural XII, 54).
A pecuária é certamente o setor mais deficitário da Palestina. Josefo fala sem dúvida do leite muito abundante da Judéia-Samaria, o que supõe animais, mas de fato a estepe não produz senão pouca forragem. Na criação dos rebanhos, numerosos na Judéia, o interesse es­tá somente nas ovelhas (para a reprodução) e nos cordeiros (necessá­rios para o culto); prefere-se importar de Moab os carneiros, que co­mem sem produzir. Quanto aos bovinos, criados na planície de Saron, a política é a mesma: matam-se os vitelos machos e importam-se bois da Transjordânia. Se não houvesse a Samaria para atravessar, a Gali­léia poderia também fornecer bovinos para o Templo.
É o Templo o principal consumidor de carne, bem como as cama­das abastadas da população: parece que o povo miúdo só come carne na Páscoa ou por ocasião dos sacrifícios de comunhão (Lv 3). Outro elemento importante para o culto (já que muitos pobres não podem oferecer senão isto em sacrifício) são as pombas: são pegas na rede nas árvores e culturas da montanha da Judéia.
Em resumo, a Palestina do séc. I é um país bastante rico no setor agrícola, satisfazendo amplamente às suas necessidades, não obstante possuir uma população relativamente densa para a época: 600 mil ha­bitantes em 20 mil km2.
 
A INDÚSTRIA
Em primeiro lugar vem a pesca, por causa de seu papel na ali­mentação de cada dia. É intensa na costa mediterrânea, no Jordão e sobretudo no lago de Tiberíades; há importantes estabelecimentos de preparo e conserva: a cidade de Mágdala foi apelidada Tariches, pala­vra grega que significa salga alusão ao ofício de seus 40 mil habitantes (conforme Josefo que sempre aumenta as cifras!). D peixe, salgado ou defumado, é depois comercializado em todo o país.
Quem fala em salga pensa em sal; ora as fontes antigas nada di­zem da sua produção. Pode-se no entanto ter por certo que ele era ex­traído do mar Morto, chamado então mar do Sal, e do lago de Tibería­des.
A construção está em plena atividade. A ampliação do Templo, depois seu arranjo e embelezamento duram de 20 a.C. até 64 d.C; no fim dos trabalhos, para não deixar no desemprego os 18 mil operários da obra, com seu trabalho são calçadas as ruas de Jerusalém.
Por volta de 20 d.C, Herodes Antipas constrói a cidade de Tibería­des e fortifica Séforis e Júlias. Jerusalém cresce de tal modo que se estende além das muralhas construídas por Herodes Magno: em 41 d.C. Agripa vai proteger o novo bairro, ao norte, por um muro de 3500 metros de comprimento e de 5,25 de espessura.
É preciso ainda continuar, manter e embelezar as numerosas construções de Herodes Magno: Pilatos acrescenta um novo aqueduto a Jerusalém; a rainha de Adiabene manda construir para si um magní­fico túmulo ao norte da cidade santa. Foram encontrados em Jerusa­lém esgotos, que têm certas instalações notáveis (2m de altura, 80 cm de largura).
Fiação e tecelagem ocupam uma mão-de-obra sobretudo femi­nina, mas também homens, os tecelões, que são desprezados (porque são mentirosos ou porque executam um trabalho feminino?). A Judéia trabalha sobretudo com a lã (aí os carneiros são numerosos), enquanto que a Galiléia, atravessada por uma das rotas da Índia, especializou-se na seda proveniente da China e no linho (produzido no local?). Cober­tores, tapetes e outros produtos são abundantes e se exportam para Roma. Tintura e pisoamento (para impermeabilizar os tecidos) são muito bem representados em Jerusalém, e os historiadores nos dizem que esta é a grande especialidade da Síria-Palestina antiga. A tintura de púrpura, especialidade da cidade de Tiro, é realizada a partir dum crustáceo, o múrice, que se pesca na costa mediterrânea de Tiro a Jope: os judeus participam desta pesca.
A indústria do couro, alimentada sobretudo pelas peles das víti­mas oferecidas no Templo, é florescente: 18.000 cordeiros só para o rito pascal, dezenas de milhares de sacrifícios de comunhão em cada festa, os sacrifícios de expiação particulares (centenas por dia). A isso se acrescenta a pele dos animais abatidos para o açougue. As peles são curtidas, e depois transformadas e exportadas.
A cerâmica, importante em todos os tempos para o vasilhame e para guardar alimentos ou objetos preciosos (os rolos de Qumrã, por exemplo), é próspera neste primeiro século. Duas cidades da Galiléia, Kefar Hanania e Kefar Shilim, têm o monopólio da cerâmica imper­meável ao ar, ideal para conservar o óleo.
O betume, "substância viscosa e colante que, em certa época do ano bóia sobre as águas de um lago da Judéia chamado Asfáltico" (Plínio, His. Nat. VII, 13,3) é cuidadosamente recolhido e exportado sobretudo para o Egito onde "é utilizado não só para a calafetagem dos navios, mas também como remédio: entra na composição de mui­tos produtos farmacêuticos" (Josefo, Guerra judaica IV, 481).
Em Jerusalém concentra-se todo um artesanato de luxo, quer para o Templo (perfumes), quer para os peregrinos que já naquele tem­po apreciavam os bibelôs-lembranças da Cidade Santa!
Como centro de peregrinação, Jerusalém conhece ainda outros ofícios que são mais raros em outros lugares: padeiros, carregadores de água, barbeiros e até mesmo um serviço de limpeza urbana, para manter a pureza nas vizinhanças do Templo.
 
O COMÉRCIO
O comércio é sobretudo centrado no Templo que tem necessida­des enormes e recursos maiores ainda, graças à Didracma, o imposto cobrado de todos os judeus, mesmo dos que moram fora da Palestina (cf. p. 21). Mas também os diversos Herodes bem como os procurado­res têm suas cortes faustosas e as classes abastadas de Israel não fa­zem economia ...
O comércio interno  entre particulares é muito reduzido: a ele se prefere a troca no interior da aldeia, o que evita deslocamentos e por­tanto taxas (cf. p. 26). Mas todos os excedentes da produção vão para as cidades, sobretudo Jerusalém, cuja população supera os 50 mil ha­bitantes em tempo ordinário e chega a 180 mil na ocasião das grandes peregrinações. As mercadorias são transportadas em animais de car­ga, pois as estradas não permitem, senão excepcionalmente, a passa­gem de carros. Para os longos deslocamentos prefere-se o camelo, cuja carga útil é maior. Tem-se todo interesse em não viajar sozinho, mas em se agrupar em caravanas, que oferecem melhores garantias contra as agressões de bandidos de toda espécie. Existem sem dúvida verda­deiras sociedades de transportes; isto é atestado no setor dos trans­portes marítimos e fluviais em todo o império e em Palmira, onde uma sociedade tinha escritórios em Babilônia.
 
O comércio externo é mais conhecido.
As importações se referem todas a produtos de luxo: em primeiro lugar, os cedros do Líbano, por causa da nobreza da madeira e do com­primento das traves que deles se pode tirar para o madeiramento dos palácios ... No Templo utiliza-se o cedro, a figueira, a nogueira e o pi­nheiro como combustível para os sacrifícios; a oliveira é banal demais para ser digna desse serviço.
O Templo exige também incenso, que vem da Arábia, e parece ser muito caro. É também na Arábia que se compram muitos aromas que servem aos perfumistas, pedras preciosas, ouro ou mais simples­mente ferro, cobre (as minas de Salomão, perto de Áqaba, ficam lon­ge . . .).
Embora a Galiléia teça a seda, para o sumo sacerdote e a aristo­cracia civil e religiosa, manda-se também vir o tecido diretamente da Índia ou de Babilônia: escarlate, bisso, púrpura. Babilônia vende ain­da especiarias: informa-se por exemplo que uma caravana de 200 ca­melos levou pimenta para Jerusalém.
Corinto envia seu célebre bronze para a confecção de uma porta do Templo; talvez mande também seu mármore para os diversos palá­cios. Os capitéis jônicos e Coríntios, bem como as numerosas escultu­ras da época fazem supor pelo menos a presença de mestres vindos da Grécia.
As exportações, como vimos, consistem de alimentos, frutas, óleo, vinho, peixe ou de produtos industriais correntes como peles, teci­dos e betume. Os perfumes parecem ter sido a única produção de luxo a ser exportada.
Esse comércio está nas mãos de grandes negociantes que têm escritórios e depósitos em todo o império e que são um pouco de to­das as nacionalidades. É certo que entre eles há judeus que fazem questão, na velhice, de se instalarem em Jerusalém, perto do Templo e do Céu, mas também da Corte e dos seus prazeres . . . Esses nego­ciantes são verdadeiros banqueiros, que conhecem os cheques e os títulos ao portador e ao mesmo tempo são especuladores: conhece-se um que compra a plantação ainda verde de um camponês endividado. Graças aos produtos do solo e ao Templo que dá trabalho para boa parte dos judeus, a Palestina deveria ser aquele país onde correm o leite e o mel, onde as pessoas vivem felizes. Mas não é o que aconte­ce; um rabino da época declara: "As filhas de Israel são belas, pena que a pobreza as torne feias!" Esta pobreza é tão célebre que ela se torna o tema predileto das comédias pagãs da época . . . É que inter­vém dois elementos: o físico (cf. p. 26) e a desigual repartição das ri­quezas (cf. p. 60).
 
A SOCIEDADE JUDAICA 
A terra pertence a DEUS que a dá a seu povo; todos são iguais diante dele . . . Fora preciso inventar instituições como o ano sabático ou jubilar, para relembrar esta igualdade social (cf. p. 32) pois ne­cessariamente a cultura, a riqueza, a profissão criavam diferenças. Por outro lado, para os judeus, a lei civil não é outra senão a Torá, a Lei re­ligiosa: os que são seus guardiães ou seus intérpretes, os sacerdotes e também os escribas têm, pois, por força das circunstâncias, um lugar mais importante. "Entre outros povos — escreve Josefo — outras con­siderações permitem determinar a nobreza; entre nós, porém, é a pos­se do sacerdócio que é prova duma ilustre origem" (Autobiografia I,1). Neste apanhado das diferentes categorias sociais, começaremos por­tanto pelo clero.
O clero
NO ÁPICE DA HIERARQUIA: O SUMO SACERDOTE
Desde o retorno do Exílio em 538 a.C, não havendo mais reis, o sumo sacerdote tornara-se pouco a pouco a chave de abóbada da so­ciedade judaica. É ele o responsável pela Lei e pelo Templo e é ele, por ofício, o presidente do Sinédrio. É o único que pode orar e expiar por todo o povo, o único que pode entrar, uma vez por ano, no coração do Templo, no SANTO dos santos, para a Expiação (cf. p. 52) e a sua morte era considerada como expiatória, pois nesta ocasião os assassinos eram agraciados.
Por causa das suas funções, o sumo sacerdote goza de grande dignidade, o que lhe vale uma situação financeira confortável: cada tarde, é o primeiro a escolher a sua parte entre as oferendas feitas ao Templo e destinadas aos sacerdotes. O Templo é também uma fonte de renda para ele; era, com efeito, um centro de comércio muito importante: por causa das regras de pureza em vigor quanto aos animais que se devem oferecer em sacrifício, os peregrinos são praticamente obrigados a comprar essas vítimas no próprio Templo; além disso, compra-se muita madeira de valor, perfumes e outros objetos de luxo, únicos dignos do Senhor. Ora, todo esse comércio pertence à família do sumo sacerdote ou então é confiado a grandes comerciantes que oferecem propinas para participarem do negócio. Gomo esses meios nem sempre satisfazem os apetites do sumo sacerdote e os de sua família, às vezes ele se serve de outros: apropria-se pela força das pe­les dos animais degolados, que deveriam pertencer aos outros sacer­dotes, vai aos sítios roubar o dízimo que lhes é igualmente destina­do ... Ou usa a intriga, a chantagem, e até o assassinato . . .
Esse comportamento, como se pode adivinhar, não favorece em nada a popularidade do sumo sacerdote, tanto mais porque ele está cada vez mais sujeito ao poder romano. Os Selêucidas e depois Pompeu se permitiram nomear um sumo sacerdote quando o posto estava vago, pelo menos o nomeavam por toda a vida. Herodes Magno e de­pois dele os procuradores ousam destituí-lo quando lhes apraz: ao pas­so que em mais de um século (entre 200 e 36 a.C.) só houve treze su­mos sacerdotes, em um século (de 36 a.C. a 67 d.C.) houve vinte e seis! Isto significa que para continuar no ofício é absolutamente ne­cessário agradar ao príncipe. No entanto, entre esses vinte e seis su­mos sacerdotes temporários, vinte e cinco provêm de quatro famílias: isto demonstra o poder político e econômico dessas famílias e as intri­gas entre elas! Elas formam a ossatura do partido saduceu (ver p. 76). O sumo sacerdote é ajudado nas suas funções por certo número de funcionários chamados chefes dos sacerdotes: o Comandante do Templo, responsável pelo culto e pelo policiamento no santuário e que substitui o sumo sacerdote em caso de necessidade, os chefes das vin­te e quatro secções semanais, os sete vigilantes do Templo, responsá­veis por toda a' manutenção e os três tesoureiros. Todos esses cargos são ocupados pelos membros da família ou pelos amigos do sumo sa­cerdote.
 
O Sinédrio 
O grande Sinédrio (do grego synédrion, sentar-se juntos) é a corte suprema de Israel. Suas origens remontam sem dúvida à época persa e suas primeiras menções ao reinado de Antíoco III (223-187). Foi instituído no tempo de João Hircano (134-104).
Como nas cidades helenísticas, é um conselho que assiste o sumo sacerdote, chefe supremo da nação que é seu presidente. Compreende 71 membros: anciãos, os sumos-sacerdotes depos­tos, sacerdotes Saduceus e depois, cada vez mais, escribas fari­seus.
Herodes Magno limitou seus poderes, mas sob a ocupação romana estes foram restabelecidos e até mesmo ampliados. Cor­te de justiça, julga delitos contra a Lei, fixa a doutrina e finalmen­te controla toda a vida religiosa. Tem-se discutido muito, sem chegar a uma certeza, para saber se ele tinha, na época de JESUS, o poder de executar um condenado. Em todo caso, para pronun­ciar uma condenação à morte, eram necessárias duas sessões com 24 horas de intervalo. Ele tinha uma guarda à sua disposição (cf. Jo 18,3.12).
Após a catástrofe de 70 d.C, ele se reconstituirá em Jâmnia (ver p. 93) mas será então uma instituição completamente dife­rente na sua competência e no seu espírito.
Em toda a Palestina, havia pequenos sinédrios de três membros, entre os quais o juiz (Mt 5,25).
 
 
OS SACERDOTES
Em número de 7 mil mais ou menos, os sacerdotes são encarre­gados de oferecer os sacrifícios no Templo e de conservar a sua parte central. Mas não há necessidade de tanta gente para atender às ne­cessidades habituais do culto. Eles são, pois, divididos em 24 classes ou equipes, que ficam de serviço cada qual uma semana, cada uma na sua vez. Cada manhã desta semana, escolhia-se pela sorte aqueles que teriam uma função particular no culto (cf. Lc 1,9). Somente por ocasião das três grandes festas de peregrinação é que todas as classes estão de serviço ao mesmo tempo: cada sacerdote, portanto, exerce seu sacerdócio no Templo cinco semanas por ano; o resto do tempo ele não tem nada que fazer, exceto sentar-se de vez em quando no tri­bunal de seu domicílio na qualidade de conselheiro, quando se julga um caso que exige a presença dum sacerdote (Ver Caderno Bíblico Nº 14 p. 62).
Esse clero é pobre. Suas rendas são constituídas de dois elemen­tos: a parte retirada dos sacrifícios (cinco semanas por ano) e o dízimo. Mas desde muito tempo, certo número de judeus esqueciam de pagá-lo e é difícil imaginar aliás, como os pequenos camponeses, esmaga­dos pelos impostos, ou os diaristas, conseguiriam pagá-lo. É provável também que os que são marginalizados por ser desprezado seu ofício (ver p. 60), não tenham vontade de oferecer 10% de sua renda! Assim, para sobreviverem, os sacerdotes têm de encontrar um ofício: são car­pinteiros, talhadores de pedra (Herodes Magno mandou que mil sacer­dotes recebessem formação profissional acelerada antes de ampliar o Templo), comerciantes, açougueiros (ofício que todos eles praticam du­rante o culto) . . . Alguns se dedicam ao estudo e se tornam escribas.
Bem próximos do povo miúdo, tanto pelo salário quanto pelas condições de trabalho e de vida, muitas vezes não mais instruídos que ele, os sacerdotes comungam as idéias do povo. No momento da guer­ra judaica, muitos, ao que parece, farão causa comum com os zelotes: esperam que a saída dos romanos lhes trará melhor situação financei­ra e uma elevação de nível social.
Esse sacerdócio é hereditário; transmite-se aos filhos sob duas condições: que a esposa seja uma verdadeira judia e não uma bastarda e que o filho seja física e mentalmente normal.
 
OS LEVITAS
Os levitas são os verdadeiros subproletários do Templo. São aproximadamente 10 mil, divididos eles também em 24 classes, com cinco semanas anuais de serviço. Mas seu salário, por esse serviço, parece inexistente: jamais tiveram direito à parte retirada dos sacrifí­cios e o dízimo que outrora lhes estava reservado (Nm 18,8-32) foi-lhes confiscado, não se sabe quando, em benefício dos sacerdotes. Fora de seu tempo de serviço, exercem, como os sacerdotes, os mais variados ofícios.
No Templo, estão divididos em dois grupos: os levitas músicos que se instalam entre o pátio dos levitas e o dos sacerdotes e animam as liturgias com seu canto e seus instrumentos, e os levitas porteiros que guardam e mantêm limpo o Templo (com exceção do pátio dos sa­cerdotes), controlam o acesso aos diferentes círculos de santidade, ga­rantem o policiamento e a guarda no santuário. Esses dois grupos são rigorosamente distintos, pois, em princípio, aquele que cumprisse a ta­refa destinada ao outro grupo poderia ser punido com a morte! Na época que nos interessa, cada um dos grupos se põe a reclamar uma promoção social que acabará acontecendo em 64 d.C: os músicos te­rão direito à veste distintiva dos sacerdotes, ao passo que os porteiros poderão aprender os hinos, como os músicos. Esta promoção concedi­da por Agripa II, que pretende rebaixar os sacerdotes, é muito mal re­cebida pelo povo, hostil a qualquer mudança.
 
O povo
Sacerdotes e levitas formam uma das doze tribos de Israel, aque­la que é consagrada a DEUS. As outras tribos — ou o que delas resta — formam o conjunto do povo socialmente bem diversificado.
OS ANCIÃOS
Essa palavra ancião engloba situações bem diversas como o ter­mo nobre na pena dos nossos jornalistas. Quase não existe relaciona­mento entre os chefes duma aldeia que vivem exatamente como todo mundo e o pequeno grupo de anciãos que compõem o Sinédrio de Je­rusalém. São esses últimos e seus pares que nos interessam agora: formam a aristocracia leiga de Israel, uma aristocracia bem reduzida em número, mas muito rica, graças a grandes propriedades (que no entanto nada têm a ver com os latifundia romanos) ou ao comércio; em 66 d.C. três desses anciãos se comprometem a abastecer sozinhos a cidade de Jerusalém, por 21 anos, de trigo, cevada, vinho, óleo, sal e madeira.
Esses grandes proprietários e negociantes necessariamente es­tão ligados com o principal mercado, quer dizer o Templo e seus diri­gentes, os sumos sacerdotes. Estão associados também com o poder romano que sabe uni-los a si atribuindo-lhes postos de conselheiros e portanto um certo poder. Para Roma, esses conselheiros são excelen­tes arrematantes dos impostos indiretos: sua própria fortuna é a ga­rantia de que de qualquer forma o imposto entrará para os cofres do império; por outro lado, bem administrado, o imposto se torna fonte de renda suplementar para os arrematantes. O nobre que recusasse esse serviço seria primeiro objeto de pressões amigáveis, depois de chanta­gem e, eventualmente, de confisco de sua propriedade! Em caso de oposição ao poder, corre-se até risco de vida: Herodes matou 45 nobres que tomaram partido contra ele antes da sua chegada e esta prática não é desconhecida pelos romanos, mas eles se contentam muitas vezes com exilá-los confiscando seus bens!
Esses anciãos, apesar de terem riquezas e serem "os primeiros em dignidade", sentem a falta de uma coisa que é o ápice da glória na Palestina: o acesso ao Templo, reservado aos descendentes de Levi. Por não poderem comprar o sacerdócio, procuram suas migalhas: as famílias mais afortunadas e sobretudo as mais antigas conservam cio­samente o privilégio de oferecer, em certos dias, a lenha necessária para os sacrifícios e sobretudo, por derrogação especial, os meninos desta aristocracia podem se juntar aos levitas músicos para acompa­nhar os ofícios: ficam então entre o pátio dos levitas e o dos sacerdo­tes, ao passo que normalmente deveriam ficar no das mulheres.
Muito ciosa dos seus privilégios, unida aos sumos sacerdotes como também a Roma, esta oligarquia é, segundo todos os testemu­nhos, saducéia. Parece, no entanto, que na Galiléia o partido de Hero­des também tenha entrado nesse círculo.
A CLASSE MÉDIA
Temos poucas informações sobre esta classe social de comer­ciantes e de artesãos: Em particular, as raras indicações que se tem sobre sua situação financeira provêm mais da lenda que da realidade. Globalmente, sua prosperidade depende do Templo. Os artesãos que trabalham diretamente para ela, — padeiros, alfaiates, perfumistas . . . — são muito bem remunerados. Alguns se especializam nos bibelôs para os peregrinos ou nos mais diversos objetos de luxo, dos quais se faz grande uso por ocasião das festas. Há ainda todos os ofícios ligados á acolhida e à hospedagem dos peregrinos: hotelaria, abasteci­mento, transporte e vendas de mercadorias necessárias.
O consumo deve ser muito elevado em Jerusalém, pois cada ju­deu é obrigado pela Lei a gastar aí em regozijo diante de DEUS o se­gundo dízimo (Dt 12,1 7-18). Mesmo que nem todos os judeus obede­çam a essa norma (ver p. 57), pode-se pensar que os peregrinos que vêm da Palestina ou de fora fazem questão de cumpri-la. Esta soma deve ser gasta em alimentação, vestes ou perfumes e objetos de luxo, mas não pode servir para oferecer sacrifícios: pode-se imaginar o lucro auferido pelos comerciantes da capital, claramente favorecidos em re­lação a seus colegas provincianos. Teoricamente, é claro que se pode levar esse segundo dízimo em gêneros para gastá-lo em Jerusalém, mas é tão complicado que preferem vender seus produtos na própria aldeia e vir à Cidade Santa com o dinheiro para comprar — mas com uma notável diferença de preço — aquilo que se precisa ou que se quer: os preços são muito mais altos na cidade do que na roça, che­gando a ser o triplo no caso dos figos!
O POVO
Quanto mais se desce na hierarquia social, mais são raras as in­formações precisas: em todas as literaturas do mundo, fala-se pouco dos pequenos! Distinguem-se entretanto algumas categorias.
Os pequenos proprietários agrícolas contentam-se, com freqüên­cia, de consumir seus produtos ou de fazer alguma troca para obter o que lhes falta: isso evita as taxas nos mercados. Na Judéia e na Samaria, parece que as lavouras são pequenas, de tipo familiar. Muitas ve­zes, só o filho mais velho pode herdar o sítio, e os outros filhos se tor­nam operários ou se expatriam. Na Galiléia, as propriedades parecem mais extensas; isso se deve a razões históricas: por volta de 150 a.C, todos os judeus fugiram dessa província (1 Mc 5,23.45); os pagãos re­cuperaram essas terras, aumentando suas propriedades, mas quando João Hircano reconquistou a Galiléia, esses pagãos tiveram de se con­verter ou partir.
Os artesãos ou mais exatamente os que trabalham por conta pró­pria num trabalho que não é agrícola, nos são muito mal conhecidos. O que se sabe com mais certeza é que muitos desses ofícios são mal vis­tos, e até mesmo desprezados. De acordo com as fontes rabínicas anti­gas, o curtidor exala tanto mau cheiro que perde toda dignidade, a tal ponto que sua esposa pode separar-se dele quando quiser (raro caso em que o marido pode ser obrigado ao divórcio), o tecelão é tão menti­roso que não é admitido a dar testemunho, como também não o são a mulher e o escravo; o pastor é considerado ladrão, ele próprio devido à sua alimentação pessoal, e seu rebanho, porque entra muitas vezes nas pastagens dos outros; o médico pratica uma medicina de classe, descuidando os pobres sem dinheiro ... A lista negra das profissões é tão comprida, que se tem a impressão de que resta pouco espaço para as profissões honestas.1
Os operários e diaristas: basta sobrevir uma colheita insuficiente, basta uma administração errada do seu negócio, basta que algum con­corrente tenha mais êxito e a pessoa perde sua independência, vendo-se obrigada a colocar-se a serviço dum patrão, seja por dia — mas a si­tuação é então extremamente precária — seja de modo mais estável como braçal numa lavoura de grande ou médio porte. Pode-se traba­lhar também numa empresa de transporte ou junto a um grande artesão; pode-se conseguir emprego na casa dum nobre, na corte, ou enfim conseguir admissão num dos grandes canteiros de obras (ver p. 33).
  
1 Não se deve ver aqui a concepção greco-romana, segundo a qual todo trabalho manual é servil, mas a convicção dos escribas de que só o estudo da Lei é que conta: tudo quanto dele distrai é nefasto. Todavia, é preciso viver e, sobretudo, o trabalho é honrado em si mesmo porque é participação na obra criadora de DEUS.
 
Todo esse pequeno povo forma a parte importante de Israel, trabalhadores que ganham salários minguados, que são desprezados pela casta dos escribas e dos fariseus, e são chamados ham ha'ares, o povo da terra, os incultos . . . Todavia, bom número de escribas exercem es­sas humildes profissões e esse povo é o principal apoio dos fariseus, pois é ele quem mais sente na carne o peso da ocupação romana: so­fre pacientemente, aguardando a intervenção libertadora de DEUS.
 
OS MISERÁVEIS
Acontece também, infelizmente, que em conseqüência de maus negócios, de acidente ou de doença, alguém se torna incapaz de traba­lhar: mais ou menos excluído da comunidade torna-se mendigo, ladrão ou escravo.
Os mendigos vivem de preferência em Jerusalém, onde os pere­grinos são mais generosos; com efeito, parte do segundo dízimo pode servir para a esmola, que é uma obra muito meritória diante do Se­nhor. Entre eles, encontram-se muitos "leprosos", isto é, todos aque­les atacados de doença de pele e são considerados como impuros.
Mas pode-se também tentar a sorte como ladrão, seja em Jeru­salém, seja ao longo das estradas onde se vai roubar os viajantes im­prudentes. Embora o termo bandido abranja os ladrões e os zelotes (ver p. 77), parece certo que os ladrões formam um grupo que aumen­ta cada vez mais nos anos 60 d.C, aproveitando-se da instabilidade política. Já por volta de 35 a.C, tais ladrões importunavam tanto Hero­des, que ele desencadeara uma verdadeira guerra contra eles.
Os escravos judeus. O ladrão que é preso e não consegue ressar­cir os danos que causou, como também o judeu que pediu emprestado e não pode restituir, corre o risco de perder a liberdade, tornando-se escravo. Só podem tornar-se escravos o varão israelita adulto e sua fi­lha de menos de doze anos, mas não o filho nem a esposa. A filha adquire a liberdade aos doze anos, a não ser que seu senhor a despose, o que suprime imediatamente sua condição de escrava. O homem fica escravo no máximo seis anos (ver ano sabático, p. 31). O senhor o compra por uma soma que varia entre uma e dez minas (100 a 1000 dias de salário). O escravo judeu é juridicamente igual ao filho mais velho do senhor; quanto à alimentação, à moradia e ao vestuário, deve ser tratado do mesmo modo que o senhor, o qual é obrigado, além do mais, a manter a família de seu escravo; os trabalhos por demais humi­lhantes lhe são vetados, por exemplo: lavar os pés do senhor, despi-lo antes do banho ou mesmo levar ao banho público a água de que se serviu. Finalmente, esse escravo judeu tem muita semelhança com um operário respeitado, que tem garantia de trabalho, e vende sua força braçal por seis anos. Sem dúvida, ele não é livre, mas pode, no caso de receber herança ou descobrir um tesouro, resgatar-se quando quiser. Isso só vale, evidentemente, se o senhor é também judeu; o senhor pagão tem outros princípios, normalmente mais duros, mas a família de um judeu vendido a um pagão tem o dever estrito de resgatá-lo.
O escravo pagão pode também tornar-se propriedade de um ju­deu, mas sua condição é então completamente outra: é comprado por toda a vida e o preço segundo suas qualidades, pode chegar até 100 minas; normalmente vale 20. É totalmente propriedade do senhor; portanto, nada pode possuir e tudo quanto pudesse encontrar ou rece­ber como indenização por um ferimento pertence ao senhor: portanto, está na impossibilidade de economizar para se resgatar, ao passo que isso é possível entre os romanos. O senhor pode tratar esse escravo como quiser e mandá-lo fazer o que quiser; as únicas limitações a esse respeito são certas mutilações infligidas ao escravo, que lhe valem a libertação imediata, e o assassínio voluntário do escravo, que é conside­rado crime e punido como tal. Contudo, por razões de pureza ritual, um pagão não pode morar na mesma casa com um judeu piedoso, nem sobretudo preparar suas refeições ou servi-lo à mesa: o senhor tem, pois, um ano de prazo, a partir da compra, para circuncidar seu escravo (mas ainda é indispensável que o interessado o aceite!) ou revendê-lo a um pagão. Esta circuncisão não o assemelha ao escravo judeu: supri­me a impureza fundamental e isto é quase tudo. As condições de trabalho e de vida permanecem, efetivamente, as mesmas, pois o escravo é dispensado de todos os atos religiosos que têm lugar num momento preciso do dia ou do ano (prece ao nascer do sol, peregrinações...) e todos os preceitos positivos ("Tu deves fazer..."), pois todos esses preceitos prejudicariam a possibilidade de utilizá-lo. Ao contrário, cer­tas regras que não impedem o trabalho, como a oração depois da re­feição, são obrigatórias. A única grande aquisição obtida pela circunci­são é o direito ao repouso no sábado, que o senhor é obrigado a conceder.2
OS ESCRIBAS
Pouco numerosos, mas tendo um peso social considerável, os escribas poderiam ser colocados após os anciãos. Mas dado que eles se recrutam tanto entre os anciãos ou sacerdotes, quanto entre os dia­ristas, escapam a uma classificação social precisa. Na maioria são leigos.
Esses escribas são essencialmente os especialistas da Lei. En­quanto se pede sobretudo do sacerdote que ofereça os sacrifícios ao Senhor (poder-se-ia dizer, que seja um bom açougueiro no Templo), do escriba se exige que explique e atualize a Lei em função dos tempos novos e dos problemas concretos que se põem; dele se espera tam­bém que seja um guia espiritual, para interiorizar cada vez mais a fé em DEUS ou para tentar viver sempre melhor segundo sua vontade. O escriba é reconhecido como um filho espiritual ao mesmo tempo que um sucessor dos antigos profetas que DEUS já não envia: existe a con­vicção de que o tempo dos profetas terminou, até que venha o Profeta messiânico dos últimos tempos. (O título de profeta atribuído a João Batista ou a JESUS significa, pois, para os judeus do séc. I, que se en­trou na era messiânica).
O conhecimento das Escrituras e a competência jurídica fazem dos escribas personagens indispensáveis nos diferentes conselhos e tribunais: sem eles seria impossível resolver com eqüidade os casos difí­ceis. É aliás por causa desta competência e também das circunstân­cias políticas (ver p. 79) que eles são numerosos no Sinédrio, no séc. I. Suas pesquisas, apoiadas numa fé profunda animando toda uma vida moral, colocam-nos antes do lado dos fariseus, que se sentem felizes por encontrar neles pessoas seguras sob o ponto de vista da doutrina. Há, portanto, relações estreitas entre esses dois grupos, mas não se deve identificá-los: há escribas Saduceus e outros, independentes. De­pois de entrarem para o Sinédrio, é do alto deste lugar que vão pouco a pouco impor suas concepções, inclusive no plano litúrgico, a todo Is­rael, e até mesmo aos Saduceus.
Nesta sociedade judaica, em que todo o edifício social parece es­tático, determinado pelo nascimento (sacerdote ou não, judeu puro ou bastardo, família rica ou pobre), os escribas são a prova de que uma promoção social é possível: Hilel começara como mendigo, antes de se tornar um dos personagens mais célebres de Israel; outros são de raça mestiça: isso não os impede de seguir uma carreira prestigiosa e de se impor até mesmo aos reis. Doravante, as qualidades pessoais valem tanto quanto a herança e às vezes mais que ela.
Os escribas fariseus irão ainda mais longe: esforçando-se por es­tender a todo o povo as regras de pureza que eram primitivamente re­servadas aos sacerdotes em exercício, suscitam uma grande esperança nas massas: também elas podem estar próximas de DEUS e portanto ter o poder ou parte dele.3 Insistindo na relação interior com DEUS e numa vida em conformidade com a fé, mais que no culto propriamente dito, os escribas preparam Israel sobretudo para o desaparecimento do Templo e do sacerdócio. Após a catástrofe de 70 d.C, eles se tornam muito naturalmente os chefes do povo eleito e o sacerdócio cede o lu­gar ao rabinismo. Todo esse movimento começa a acontecer e sua fecundidade se exerce desde a época evangélica.
 
2 Pode-se ler Jo 13 recolocado nesse contexto.
3 Não se deve, pois, julgar as mil e uma prescrições rabínicas com nossa mentalidade moder­na: pensamos que elas escravizavam; elas podiam ser um meio de libertação.
Mas para ser escriba não basta querer: são necessários longos estudos, um conhecimento perfeito da Lei e de todas as tradições orais, algumas das quais são esotéricas, reservadas a alguns estudan­tes seguros; é preciso também um juízo reto, reconhecido pelos outros escribas. Talvez já seja necessária uma "ordenação"? Ela é obrigatória no séc. II e é conferida aos 40 anos. Quando alguém se torna oficial­mente escriba ou doutor da Lei, passa a ter direito de usar uma veste especial, sinal da dignidade adquirida; goza da presidência em quase todas as assembléias e das saudações respeitosas de todos: quando um escriba passa na rua, é normal que as pessoas parem de trabalhar e se voltem para cumprimentá-lo!
Assim o escriba é honrado tanto quanto o sumo sacerdote, quando não mais que ele . . . mas seus honorários não são os mesmos! Pois, assim como DEUS concedeu sua Lei gratuitamente aos filhos de Israel, assim também o escriba deve oferecer gratuitamente seu ensino e seus conselhos. No entanto, ele precisa viver: é-lhe dada, portanto uma retribuição igual à que teria ganho exercendo sua profissão habitual, durante aquele período de tempo em que se utilizou dos seus serviços. Como em geral sua profissão é humilde, os honorários também o são, mas isso não exclui os pequenos presentes que acabam obten­do para os escribas famosos ou idosos um certo status.
 
A mulher
Não é fácil determinar a condição da mulher na época de CRISTO: é que muitas informações nos são transmitidas por textos rabínicos posteriores. Parece certo que o antifeminismo aumentou no decurso do séc. II da nossa era, tanto no judaísmo como no cristianismo; antes dessa data, ele era muito menos acentuado e é conhecido o sucesso encontrado, no séc. I, pelos fariseus, nos meios femininos. É portanto perigoso — neste como em outros domínios — extrapolar as informa­ções que temos e dizer com certeza se a mulher que apresentamos aqui é somente a de séc. II ou já a do I.
"Compra-se a mulher por dinheiro, contrato e relações sexuais, constata um rabino. Compra-se um escravo pagão por dinheiro, con­trato e tomada de posse. Há então diferença entre a aquisição duma mulher e a dum escravo? — Não!" Essa definição apresenta bem a condição feminina: como o escravo, a mulher depende de seu senhor-marido e tem que assumir todas as tarefas; não pode aproveitar-se nem dos rendimentos do seu trabalho nem do que ela achar; só está sujeita aos mandamentos negativos ou gerais da Lei e não aos que es­tão ligadas a um tempo preciso: senão, como haveria de ocupar-se das crianças ou das tarefas do lar? Se não lhe é proibido interessar-se pela Lei e pelas tradições, é muito desaconselhado, no entanto, ensinar-lhe demais a respeito disso, pois "aquele que ensina a Torá à sua filha ensina-lhe a prostituição"!
O lugar da mulher é em casa, ocupando-se dos filhos e da casa e fiando a lã, na Judéia, ou o linho, na Galiléia: os textos prevêem a quantidade mínima que ela deve fiar ou tecer por semana, quantidade esta que é reduzida se ela amamenta um filho de menos de dois anos. Ela nada tem a fazer fora de casa e se for obrigada a sair, deve guardar o anonimato mais completo, por isso se usa o véu. Se ela conversa com alguém, por exemplo para pedir uma informação, deve-se respon­der-lhe o mais brevemente possível; fora disso, não se lhe deve dirigir a palavra, nem sequer para cumprimentá-la. Diante dum tribunal, ela jamais é admitida como testemunha e menos ainda como juíza. Na si­nagoga ela tem seu lugar; no entanto, pode haver lá uma infinidade de mulheres, se não houver dez homens adultos, é impossível celebrar o ofício.
Ela deve ainda aceitar que seu marido divida sua afeição entre ela e outras mulheres, quer sejam esposas como ela, quer sejam concubinas, ou até mesmo escravas. Notemos no entanto que a poligamia é muito rara e isso em primeiro lugar por razões econômicas (ver p. 70).
Mas a mulher é também filha de Israel, o que lhe confere direitos. Tem direito a um mínimo vital: seu marido é obrigado a lhe dar o ne­cessário em alimento, vestes e dinheiro para uso próprio, sem o que ela pode se queixar perante um tribunal que, após inquérito, obrigará eventualmente o marido a se divorciar: Ela também tem direito à dignidade: se ela cai na escravidão, o marido deve fazer tudo para resgatá-la; se ela está doente, ele deve conseguir-lhe os medicamentos neces­sários; enfim, ele não pode lhe impor votos contrários à sua dignidade nem obrigá-la à prostituição. Finalmente, ela não pode ser repudiada de qualquer maneira: o contrato de matrimônio é ao mesmo tempo um freio para os desatinos do marido e uma garantia para a mulher (ver p. 70).
Tal é a situação jurídica que se deduz dos textos antigos, mas a realidade é, de fato, menos sombria; principalmente na roça, se vêem mulheres ajudando os maridos nos trabalhos da lavoura, outras se dedicando ao comércio. O amor conjugal está longe de ser desconhecido e sabe transfigurar todas as leis, tanto assim que em resposta a cada crítica ou razão para se desconfiar das mulheres, na literatura antiga, pode-se citar um testemunho exatamente contrário.
Não esqueçamos tampouco as diferenças provenientes da situa­ção social, da possibilidade ou não de ter servos e servas. Em certas ci­dades, o fato de as famílias judias viverem lado a lado com famílias pa­gas de mentalidade greco-romana onde a mulher tem uma situação bem diferente, não deve ter deixado de criar problema ou de influen­ciar os costumes.
 
 
 
DEFINIÇÃO BÍBLICO-TEOLÓGICA DE PROSPERIDADE
Existem diferentes termos hebraicos, no Antigo Testamento, para prosperidade, destacamos tsalach, no sentido de prosperidade material e econômica (Gn. 24.21; 39.2; Jr. 12.1) e o verbo sakal, que ocorre sessenta vezes, este no sentido de desfrutar das bênçãos prometidas para Israel em Canaã (Dt. 19.9; Js. 1.7). Mas no Novo Testamento, as alusões à prosperidade são reduzidas, isso porque essa não é uma das prioridades da igreja cristã, contrariando o que costuma acontecer nos arraiais neopentecostais (ou pseudopentecostais).  O termo euporia, que ocorre em At.19.25, tem o significado de prosperidade, bem como o de riqueza, e é apresentado em um sentido negativo, em que religiosos se aproveitam das pessoas para fazer fortuna. Em sentido positivo, esse termo se encontra em At. 11.29, ao registrar que os irmãos decidiram, de acordo com suas posses, ajuda para os irmãos da Judéia. Em I Co. 16.1, Paulo orienta aos irmãos de Corinto para que façam uma coleta para os santos da Galileia, conforme a cada um tenha prosperado (euodoo em grego) ao longo da semana. A doutrina da prosperidade, como propalada nos dias atuais, não tem fundamento bíblico-teológico no Novo Testamento (Pb. José Roberto A. Barbosa- www.subsidioebd.blogspot.com).
 
RESUMO RÁPIDO (Ev. Henrique):
Existe, inegavelmente, hoje, um grande problema na igreja em relação à assistência social e isso se deve principalmente pela falta de obediência e prática da Palavra de DEUS. Foram escolhidos pela própria igreja, na época dos apóstolos, sete homens, com pelo menos três condições básicas para a tarefa de distribuir alimentos e ajuda aos necessitados: deveriam os candidatos serem medidos por seu grau de comunhão com o ESPÍRITO SANTO(Cheios do Mesmo); por seu grau de conhecimento da Bíblia (cheios de sabedoria) e por seu grau de testemunho cristão (boa reputação).
O que vemos hoje são pessoas com muita necessidade financeira e sem nenhum dos requisitos exigidos pela Palavra de DEUS sobre "esse tão importante negócio", em nossas igrejas. Daí o resultado não ser satisfatório ao esperado.
Muitas vezes encontramos entre as doações roupas rasgadas ou em péssimas condições para serem usadas pelos necessitados. Encontramos alimentos com problemas de validade e muitos sem qualquer condição de serem aproveitados.
Algumas vezes encontramos irmãos que não doam por saberem que as pessoas que foram designadas para cuidarem desse departamento estão desviando essas ajudas para si próprias ou para parentes que muitas vezes nem têm tanta precisão como outros na comunidade.
O ideal seria ajudarmos primeiro os domésticos da fé, ou seja, os de nossa congregação, depois os de outras congregações, depois os de outras denominações e depois os que ainda não são evangélicos, mas que todos na comunidade fossem beneficiados, inclusive os que não são da igreja, e caso ainda sobre, devemos doar aos necessitados de outros bairros, de outras cidades e até mesmo de outros países. Isso agrada a DEUS e faz prosperar os que assim procedem para que possam abundar mais e mais nesse "tão importante negócio".
O ideal é que tenhamos asilos, creches, hospitais, colégios, centros de recuperação para drogados e viciados, casa para idosos, casa de abrigo para órfãos e sem-teto.
Temos certeza que em cada guarda-roupa de crente existe pelo menos um par de roupa para ser doado; em cada despensa um sabonete, um creme dental, um pacote de biscoito, um quilo de arroz, um quilo de feijão, etc...
Experimente ser cristão praticante, vale a pena!!!!!!!!!!
Sem fé é impossível agradar a DEUS, as obras não salvam, mas a fé é cheia de boas obras na vida do verdadeiramente salvo, pois de nada vale a fé sem obras.
O ser humano é corpo, alma e espírito - as três áreas precisam ser cuidadas com amor pelos seguidores Daquele que mais amou, aponto de nos dar sua própria vida - JESUS CRISTO.
 
Como se coloca a questão da ação social hoje? De múltiplas maneiras. Não há uma só forma de atuar. Do ponto de vista da relação com a missão da igreja, há diferentes aspectos em jogo. Fazer para dentro ou para fora (priorizando os membros de igreja ou qualquer pessoa que precise)? Com quem fazer (referência eclesial ou como “fermento na massa”, sozinhos ou em redes e parcerias)? Com que objetivo ou horizonte de mudança (imediato, de médio e longo prazo, local, regional, nacional, assistencial, transformador)?
 
Do ponto de vista das modalidades de atuação, há também diferentes possibilidades:
1. Desenvolvimento de uma consciência e crítica profética diante da situação social, aprendendo a compreender os fenômenos sociais para além de impressões, prejulgamentos, preconceitos, ou de leituras puramente espirituais ou religiosas dos mesmos;

2. Realização da filantropia, nos casos em que é preciso atender às necessidades emergenciais ou àqueles setores mais pobres entre os pobres, mais discriminados socialmente, ou incapacitados para o trabalho ou para cuidarem de si mesmos, que precisam de constante apoio e provisão;

3. Atuação profissional, pondo a serviço dos setores excluídos da sociedade o saber e a experiência que existem no meio evangélico e que muitas vezes só são exercidos em proveito próprio (melhorar de vida, ganhar mais dinheiro, consumir mais);

4. Envolvimento em ações coletivas, participando de iniciativas de auto-organização da comunidade, da vizinhança, de uma categoria social, de um grupo de pessoas que se sentem discriminadas ou excluídas de alguma maneira; tomando a iniciativa e oferecendo recursos humanos e institucionais da igreja para a organização ou mobilização desses grupos; dando apoio público a movimentos desse tipo, quando solicitada ou quando sentir-se solidária com as demandas ou questões defendidas;

5. Atuação política, em nível supra-partidário, ou, em se tratando de indivíduos, pequenos grupos ou movimentos de cristãos, partidariamente, no apoio a projetos que visem a transformar a sociedade no sentido da liberdade, da igualdade e da solidariedade;

6. Desenvolvendo uma espiritualidade do serviço e da libertação, que integre na experiência de fé dos membros das igrejas, inclusive daqueles que não atuam diretamente na ação social, a compreensão de DEUS que nos ensina a falar, orar, agir com vistas à transformação de toda a humanidade e das pessoas como seres integrais(corpo e espírito), bem como de toda a criação, obra das mãos de DEUS.
 
A prática social da Igreja pode ser um testemunho da sua missão integral. Há muitos e não pequenos desafios a enfrentar. E como em muitas outras situações na história da igreja, não é possível esperar pela maioria para tomar a iniciativa. O importante é tentar sensibilizá-la para ser fiel ao chamado integral de DEUS à sua igreja. Se e onde isso não acontecer, sejamos movidos por nossa convicção de estar sendo fiéis a DEUS e, mesmo compreendendo em amor as resistências, não cedamos, não nos dobremos a elas. O conservadorismo de maioria, ao longo da história, nem sempre foi testemunha de fidelidade, equilíbrio e compromisso com a paz e a justiça. Houve e há horas em que temos que nos erguer e assumir a responsabilidade, diante de DEUS e dos outros ao nosso redor, de ser agentes de mudança na produção de sinais do Reino de DEUS.
 
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao7-ada-1tr11-assistenciasocialimportantenegocio.htm
 
 
CONSUMISMO http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao05-dns-malesdoconsumismo.htm
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO - Subsídio Devocional
"É um Mundo Consumista
'E o que há de errado com isto?', você pode estar se perguntando. Talvez você pense que eu queira persuadi-lo a vender tudo o que tem e ir viver nas montanhas feito eremita. Fique tranqüilo, eu não pretendo fazer isto! Nem estou tentando fazê-lo sentir-se culpado por ter uma lista de 'coisas a comprar' guardada na gaveta da cômoda. Não. Não é nada disso.
O que estou tentando dizer é que o problema está em ser acometido pela síndrome do 'adquira-e-possua' de nossa cultura, em viver para ter e ter para viver, em ter uma casa cheia de 'coisas' - todas estas coisas raramente satisfazem [...] E quanto mais ficamos fascinados com as coisas novas que brilham à nossa volta, mas espaço, energia, tempo e dinheiro será necessário para manter o vício do consumo! [...]
Quero chamar sua atenção de perdedor financeiro para o simples fato: muitos de nós estamos nadando em dívidas e vivendo um caos conjugal como resultado de nada menos que uma necessidade descontrolada de possuir e acumular coisas. A verdade é que o caos em nosso casamento poderia ter fim se nós simplesmente parássemos de acumular e começássemos a estar satisfeitos com as coisas que já temos."
(BARNHILL, Julie Ann. Antes que as dívidas nos separem. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp. 70-1.)
Muita gente confunde ambição com ganância.
ambição é uma das molas mestras do sucesso. Ter ambição é querer ardentemente; é colocar a mente e a vontade focadas num objetivo e tudo fazer para que ele se concretize. A ambição sem medida pode ser negativa. Mas a ambição dentro dos limites da ética é altamente positiva. Uma pessoa sem ambição não terá sucesso, pois não encontrará os motivos para lutar e vencer.
Já a ganância é totalmente negativa. A ganância é um dos maiores fatores de fracasso na vida pessoal e profissional. A pessoa gananciosa é aquela que não vê limites para ganhar o que deseja. Ela não tem nenhuma ética, nenhuma consideração de respeito às demais pessoas. Para o ganancioso, os fins justificam os meios. Vejo, com tristeza, pessoas e empresas que ultrapassam os limites da ambição passando rapidamente para a ganância.
 
 
INTERAÇÃO
Professor, como você definiria prosperidade? Ser próspero é ter muitos bens materiais? A Palavra de DEUS nos mostra que ser bem-sucedido e próspero vai muito além dos bens materiais. JESUS optou por ter um estilo de vida simples e nunca incentivou seus discípulos a buscarem ou acumularem tesouros na terra (Mt 6.19-21). Ele nos ensinou a buscar o Reino de DEUS e a sua justiça em primeiro lugar (Mt 6.33). Para o Salvador o que importa não é o ter, mas o ser. Nesta lição, veremos que verdadeira prosperidade consiste em ter um relacionamento perfeito com o Pai Celeste. Ter vida próspera é ter paz interior. E essa paz dinheiro algum pode comprar.
 
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Saber que a prosperidade em o Novo Testamento é escatológica.
- Conscientizar-se de que a prosperidade em o Novo Testamento é mais uma questão de ser que de ter.
- Compreender que a prosperidade em o Novo testamento é sempre uma questão filantrópica.
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, providencie cópias do quadro abaixo para os alunos. Distribua as cópias e explique a turma que, de acordo com a mentalidade mundana e antibíblica, o “ter” passou a substituir o “ser”. Como servos de DEUS, não podemos concordar com tal pensamento (Rm 12.2). Com o auxílio das cópias, exponha o contraste entre as mentalidades mundana e bíblica com respeito aos bens materiais. Diga que a Palavra de DEUS deve ser a nossa única regra de fé e prática. As Escrituras deixam claro que os bens espirituais transcendem infinitamente os materiais.
 
 
RESUMO DA LIÇÃO 4, A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO
I. A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É ESCATOLÓGICA
1. Prosperidade e consumo. 
2. Prosperidade e futuridade. 
II. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É MAIS UMA QUESTÃO DE SER DO QUE DE TER 
1. Tesouros na terra. 
2. Tesouros no céu. 
III. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É FILANTRÓPICA 
1. Uma igreja com diferentes classes sociais. 
2. Não esquecer dos pobres. 
 
SINOPSE DO TÓPICO (I) - Ser próspero não significa ter bens materiais, mas uma profunda comunhão com DEUS.
SINOPSE DO TÓPICO (II) - No ensino apostólico, as verdadeiras riquezas são as espirituais e não as materiais.
SINOPSE DO TÓPICO (III) - A prosperidade bíblica legitima-se na generosidade.
 
VOCABULÁRIO
Abissal: Referente ao abismo; abismal.
Donativo: Objeto de doação; presente.
Heterogênea: De diferente natureza.
Homogênea: Adesão entre seus elementos.
Porfia: Luta por uma coisa desejada.
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I - Subsídio Devocional 
“Quando somos bem-sucedidos, não devemos confiar no sucesso, mas acreditar em DEUS, que nos concedeu os talentos; permanecer humildes, honestos e dependentes; saber que, por alguma razão, recebemos um dever sagrado; não depender de títulos, influência, dinheiro ou posição; confiar diariamente no Criador e saber que, tenhamos muito ou pouco, o seu amor por nós jamais mudará. Ele não se impressiona com riqueza, educação ou poder. O que o impressiona é a nossa confiança sincera nEle.
[...] Quando DEUS nos proporciona algum êxito, a sua intenção é que o usemos a favor dEle. O nosso sucesso pode ser a ferramenta que ajudará outras pessoas, individual ou coletivamente. Ele também pode ser usado com motivos e comportamentos errados, bem como por egoísmo.
DEUS criou-nos para sermos bem-sucedidos. Mas qual é a definição que Ele faz de sucesso? Seria poder? Seria aquilo que temos ou quanto dinheiro possuímos? Teria algo a ver com educação, política, ou ser diretor de uma companhia que aparece na lista das 500 empresas mais produtivas [...]?
Estas são algumas definições comuns, e que têm o seu valor. Contudo, é mais profundo que isto. Embora DEUS deseje que todos sejamos bem-sucedidos, precisamos entender não apenas a sua definição de sucesso, mas de onde ela vem - e devemos segurá-la gentilmente” (COODALL, W. O Sucesso que Mata: Fuja das armadilhas que roubam os seus sonhos. 1.ed., RJ: CPAD, 2011, p.16).
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II - Subsídio Teológico 
“[...] O que DEUS quer de nós não é o nosso dinheiro. Quando nos entregamos ao Senhor, aderimos à contribuição (2 Co 8.5). Lembre-se do exemplo de CRISTO. Ele nos deu tudo para enriquecer as nossas vidas. As riquezas que temos nele são as verdadeiras riquezas, não a opulência material (2 Co 8.9). Contribua na medida de sua possibilidade. O ato de doar não tem como objetivo empobrecer o contribuinte. O que agrada a DEUS não é o montante da doação comparada com a nossa disponibilidade, mas a disposição em fazê-lo. Contribua para satisfazer necessidades. A contribuição tem por objetivo as necessidades básicas de cristãos carentes. Este princípio reflete a vulnerabilidade do mundo do século primeiro aos famintos e a igreja nas perseguições, que geralmente significa que os crentes perderam seus meios de subsistência. O princípio de contribuir era uma forma de externar a sensibilidade aos pobres e de que nossa preocupação maior ainda deve ser para com a carência humana e não com as questões de ordem patrimonial, pois a igreja de JESUS é gente. Contribuir é semear. A oferta é um investimento para o nosso futuro eterno. Quanto maior o investimento, maior será o retorno (2 Co 9.6)” (RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse, capítulo por capítulo. 1.ed., RJ: CPAD, 2005, p.781).
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 4, A PROSPERIDADAE EM O NOVO TESTAMENTO
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 1º TRIMESTRE DE 2012
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
“Porque o ________________________________ de DEUS não é ________________________ nem _______________________, mas justiça, e paz, e alegria no ESPÍRITO SANTO” (Rm 14.17).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
O conceito de _______________________________ em o Novo Testamento vai muito além da ______________________________ de bens terrenos; ele está fundamentado nas ___________________________ do reino de DEUS na época vindoura.
  
Introdução 
3- O que é viver prosperamente?
(    ) É porfiar por viver uma vida de prazer tendo Senhor como ajudador..
(    ) É porfiar por viver uma vida de riqueza com o Senhor.
(    ) É porfiar por viver uma vida de íntima comunhão com o Senhor.
 
I. A PROSPERIDADE NO NOVO TESTAMENTO É ESCATOLÓGICA
4- Por que muitos cristãos, apesar das aparências, não se enquadram no modelo apresentado pela Palavra de DEUS?
(    ) Para o homem moderno e para a bíblia, prosperar implica galgar os degraus do sucesso e da fama, pois tais coisas têm grande valor.
(    ) Enquanto alguns doutores incentivam o consumo e o acúmulo de bens materiais, o Senhor JESUS e seus apóstolos até desencorajam tal idéia.
(    ) Sucesso e consumo são termos que definem o que se considera hoje uma vida próspera.
(    ) A prosperidade, de acordo com o ensino apostólico, não significa realização material, mas o aprofundamento da comunhão do ser humano com DEUS.
(    ) Se para o homem moderno prosperar implica galgar os degraus do sucesso e da fama, para a Bíblia tais coisas não têm valor algum.
(    ) A Bíblia até incentiva a perda de bens!
 
5- Por que a promessa de uma vida absolutamente saudável, rica, bem-sucedida e livre de aflições nada tem a ver com a visão escatológica dos primeiros cristãos?
(    ) Porque eles sabiam que deveriam viver em abundância de bens enquanto estivessem na Terra, pois, no céu, para onde iriam, nada disso teria valor.
(    ) Por já estarem desfrutando das bênçãos do mundo vindouro, eles tinham os corações completamente voltados para a manifestação plena do Reino de DEUS.
(    ) Isso levou o apóstolo Paulo a desejar ardentemente a vinda do Senhor.
 
6- Faz-se necessário resgatar a dimensão escatológica que caracterizava a Igreja Primitiva (Mt 6.31). Como fazer? Complete:
A Escritura exorta-nos a não confiar nas _____________________________ (1 Tm 6.17) nem acumulá-las (Mt 6.19). Se o crente colocar o ___________________________ nos bens materiais certamente cairá na tentação da _________________________________ (1 Tm 6.9,10). Tiago alerta que a confiança nos bens terrenos conduz à opressão e ao _____________________________ (Tg 2.6; 5.4).
 
II. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É MAIS UMA QUESTÃO DE SER DO QUE DE TER 
7- O Novo Testamento adverte-nos quanto ao perigo da inversão dos valores eternos. O que encontramos em Lc 12.13-21 a esse respeito? (E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. - Mas DEUS lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será?)
(    ) Nessa passagem, encontramos alguém que estava mais preocupado em ser do que ter.
(    ) Nessa passagem, encontramos alguém que estava mais preocupado em ter do que ser.
(    ) Ele queria “ter” muitos bens materiais, mas demonstrou total descaso em “ser” alguém zeloso pelas coisas espirituais.
(    ) O “ter” está relacionado com aquilo que possuímos, enquanto que o “ser” com aquilo que realmente somos.
(    ) O texto sagrado revela que quando DEUS pediu a alma daquele homem, este já se tinha preparado..
(    ) O texto sagrado revela que quando DEUS pediu a alma daquele homem, este nada tinha preparado..
(    ) A riqueza em si não é má, porém, o que fazemos dela pode transformar-se em algo danoso para nós e para os que nos cercam.
(    ) A Bíblia condena o “amor do dinheiro”, mas não a sua aquisição através do trabalho honesto e responsável.
(    ) Na História Sagrada, encontramos várias pessoas ricas e, nem por isso, foram condenadas, pois tinham a DEUS sempre em primeiro plano.
(    )  Infelizmente, muitos preferem as riquezas a manter uma profunda e doce comunhão com o Senhor.
 
8- Quais os verdadeiros valores na doutrina apostólica?
(    ) Os verdadeiros valores são os eternos e não os temporais.
(    ) As verdadeiras riquezas são as espirituais e não as materiais.
(    ) As verdadeiras riquezas de DEUS estão nas posses de cada um.
 
9- Em que os judeus do tempo de JESUS acreditavam, sobre bens terrenos?
(    ) Não acreditavam que a riqueza fosse sinal de alguma coisa quanto à vida espiritual.
(    ) Que a posse dos bens terrenos era sinal do favor divino.
(    ) Acreditavam que os ricos deveriam ser tratados com especial deferência.
(    ) Acreditava-se que a riqueza era evidência de salvação!
 
10- Complete:
Os discípulos estranharam quando JESUS afirmou: “Quão ________________________, entrarão no Reino de DEUS os que têm _______________________________! Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um _____________________________ no Reino de DEUS” (Lc 18.24,25). Diante disso, indagaram: “Logo, quem pode ser ________________________?”.
 
11- Por que Paulo não se importou de perder tudo para ganhar o Filho de DEUS (Fp 3.7,8)?
(    ) Paulo deixa bem claro que os bens espirituais transcendem infinitamente os materiais.
(    ) Paulo deixa bem claro que os bens materiais transcendem infinitamente os espirituais.
(    ) CRISTO deve ser buscado e almejado, porque nEle estão todos os verdadeiros tesouros e riquezas.
 
III. A PROSPERIDADE EM O NOVO TESTAMENTO É FILANTRÓPICA
12- Quais as diferentes classes sociais, nos dias de JESUS e dos apóstolos?
(    ) Havia os ricos, a classe média, a igreja, os diaristas e os escravos.
(    ) Havia os ricos, a classe média, os diaristas e os escravos.
(    ) Havia também uma boa parte da população que era amparada pelo governo.
(    ) Quando a Igreja teve início, pessoas de todas essas camadas sociais agregaram-se à nova fé..
(    ) Tanto Paulo quanto os outros apóstolos a todos instruía indistintamente..
(    ) A Igreja, embora social e economicamente heterogênea, era homogênea em sua fé.
 
13- Como era o cuidado com os menos favorecidos para a Igreja, em seu início?
(    ) A pobreza entre os crentes hebreus deu-se em decorrência da perseguição de Nero.
(    ) Paulo recorda que Pedro, Tiago e João, que eram tidos como as colunas da igreja em Jerusalém, pediram-lhe que não se esquecesse dos pobres
(    ) A pobreza entre os crentes hebreus deu-se em decorrência da fome que acabou por atingir o mundo daquela época
(    ) Paulo iniciou uma campanha para arrecadar donativos para os crentes pobres de Jerusalém.
(    ) As igrejas gentias responderam generosamente ao apelo do apóstolo
 
14- Complete:
Há muitos crentes que, embora ____________________ espiritualmente, carecem de bens materiais para a sua sobrevivência. A estes não devemos ______________________ o coração, mas ajudá-los com alegria. A prosperidade legitima-se com a ________________________________.
 
CONCLUSÃO
15- Complete:
A vida abundante está relacionada a um correto ____________________________ com DEUS, que resulta em paz _____________________________. Embora possamos ser agraciados com bens materiais, nossa vida não deve ser direcionada por uma cultura de _____________________________ que busca desenfreadamente a realização do ego em detrimento dos valores __________________________. É o que nos ensina o Novo Testamento.

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