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terça-feira, 16 de novembro de 2010

LIÇÃO 8, A ORAÇÃO SACERDOTAL DE JESUS CRISTO


Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 4º Trimestre de 2010
O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO
O relacionamento do cristão com DEUS
Comentários da revista da CPAD: Pr. Eliezer de L. e Silva
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
 
 
TEXTO ÁUREO
“E aconteceu que, naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a DEUS” (Lc 6.12).
 
 
VERDADE PRÁTICA
A vida de oração de JESUS é um exemplo para todo crente que deseja cultivar um relacionamento íntimo com o Pai e agradá-Lo em tudo.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 11.25,26 - JESUS ora ao Pai
Terça -Mt 6.9-13 - A oração-modelo de JESUS
Quarta - Mt 21.13; Lc 4.16 - JESUS ia ao templo e à sinagoga para orar
Quinta -Hb 5.7 - JESUS orou com lágrimas em seu sofrimento
Sexta - Lc 6.12,13  - JESUS orou para escolher seus discípulos
Sábado - Lc 22.31,32 - JESUS orou em favor de Pedro
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - João 17.1-4; 15-17; 20-22
1 JESUS falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti,  2 assim como lhe deste poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. 3 E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único DEUS verdadeiro e a JESUS CRISTO, a quem enviaste. 4 Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer.
 
15 Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. 16 Não são do mundo, como eu do mundo não sou. 17Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.
 
20 Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; 21 para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. 22 E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.
 
17.1 É CHEGADA A HORA; GLORIFICA A TEU FILHO. O cap. 17 contém a oração final de Jesus por seus discípulos. Este texto revela os desejos e anseios mais profundos de nosso Senhor por seus seguidores, tanto naquela ocasião como agora. Além disso, esta oração é um exemplo inspirado pelo Espírito de como todo pastor deve orar por seu povo e como todo pai deve orar por seus filhos. Ao orarmos pelos que estão sob nossos cuidados, nossos propósitos principais devem ser:
(1) para que conheçam intimamente a Jesus Cristo e à sua Palavra (vv. 2,3,17,19; ver v.3);
(2) para que Deus os preserve do mundo, da apostasia, de Satanás, do mal e das falsas doutrinas (vv. 6,11,14-17);
(3) para que tenham continuamente a alegria de Cristo (v. 13);
(4) para que sejam santos em pensamento, ações e caráter (ver v. 17);
(5) para que sejam um (vv. 11, 21, 22, ver v. 21);
(6) para que levem outros a Cristo (vv. 21,23);
(7) para que perseverem na fé e, finalmente, habitem com Cristo no céu (v. 24);
(8) para que permaneçam constantemente no amor e na presença de Deus (v. 26).
 
17.3 A VIDA ETERNA. A vida eterna é mais do que a existência sem fim. É uma qualidade especial de vida que o crente recebe à medida que ele compartilha da vida de Deus por meio de Cristo. Isso permite ao crente um crescente conhecimento de Deus em comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
No NT, a vida eterna é descrita como:
(1) Uma realidade presente (5.24; 10.27,28; 17.3). A possessão atual da vida eterna requer uma fé viva. A vida eterna não é obtida e mantida meramente por meio de um ato de arrependimento e fé ocorrido no passado (ver 5.24). Abrange, também, união e comunhão constante e viva com Cristo (1 Jo 5.12). Não existe vida eterna à parte dEle (10.27,28; 11.25,26; 1 Jo 5.11-13).
(2) Uma esperança futura. A vida eterna está associada à vinda de Cristo para levar os seus fiéis (ver 14.3; cf. Mc 10.30; Tt 1.2; 3.7; 2 Tm 1.10), e depende do viver no Espírito (Rm 8.12-17; Gl 6.8).
 
17.6 GUARDARAM A TUA PALAVRA. A oração de Cristo pela proteção, pela alegria, pela santificação, pelo amor e pela união, refere-se somente àqueles que pertencem a Deus (v. 6), que creram em Cristo (v. 8), que se separaram do mundo (vv. 14-16) e que guardam a Palavra de Cristo e crêem nos seus ensinos(vv. 6,8).
 
17.17 SANTIFICA-OS NA VERDADE. Santificar significa tornar santo, separar. Jesus ora na noite da véspera da sua crucificação, para que seus discípulos sejam um povo santo, separados do mundo e do pecado, para adorar a Deus e servi-lo. Devem separar-se para estarem perto de Deus, para viverem para Ele e para serem semelhantes a Ele. Essa santificação vem pela dedicação à verdade revelada pelo Espírito da verdade (cf. 14.17; 16.13). A verdade é tanto a Palavra viva de Deus (ver 1.1), como a revelação da Palavra escrita de Deus.
 
17.19 ME SANTIFICO A MIM MESMO. Jesus se "santifica" separando-se exclusivamente para cumprir a vontade de Deus, i.e., morrer na cruz. Jesus sofreu no Calvário a fim de que seus seguidores pudessem separar-se do mundo e se dedicarem a Deus (ver Hb 13.12).

17.21 PARA QUE TODOS SEJAM UM. A união em favor da qual Jesus orou não era a união de igrejas e organizações, mas a espiritual, baseada na permanência em Cristo (v. 23); amor a Cristo (v. 26); separação do mundo (vv. 14-16); santificação na verdade (vv. 17-19); receber a verdade da Palavra e crer nela (vv. 6,8,17); obediência à Palavra (v. 6); e o desejo de levar a salvação aos perdidos (vv. 21,23). Faltando algum desses fatores, não pode haver a verdadeira unidade que Jesus pediu em oração.
(1) Jesus não ora para que seus seguidores "se tornem um", mas para que "sejam um". Trata-se do subjuntivo presente e significa "continuamente ser um". União essa que se baseia no relacionamento que todos eles têm com o Pai e o Filho, e o ESPÍRITO SANTO, e na mesma atitude basilar que têm para com o mundo, a Palavra e a necessidade de alcançar os perdidos (cf. 1 Jo 1.7).
(2) Intentar criar uma união artificial por meio de reuniões, conferências ou organização centralizada, pode resultar num simulacro da própria união em prol da qual Jesus orou. Ele tinha em mente algo muito mais do que "reuniões de unificação", i.e., de união artificial. É uma união espiritual de coração, propósito, mente e vontade dos que estão totalmente dedicados a Cristo, à Palavra e à santidade (ver Ef 4.3).

17.22 A GLÓRIA QUE A MIM ME DESTE. A "glória" de Cristo foi sua vida de serviço abnegado e sua morte na cruz a fim de redimir a raça humana. Semelhantemente, a "glória" do crente é o caminho do serviço humilde e de carregar a sua cruz (cf. Lc 9.23). A humildade, a abnegação, o serviço e a disposição de sofrer por Cristo, garantirão a verdadeira unidade dos crentes, que levará à glória verdadeira. A glória aqui envolve a constante presença de DEUS PAI com seu Filho através do ESPÍRITO SANTO.
 
A ORAÇÃO SACERDOTAL DE JESUS
"Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em Nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste." João 17:20 e 21

O CÉU E A TERRA JÁ ESTIVERAM UNIDOS. O pecado os separou. É a missão de Satanás criar divisões no casamento, na família, na igreja, ou nas tribos e nações. O evangelho de João faz o contraste entre o Céu e a Terra.
Jesus veio trazer vida a um mundo de morte, luz a um mundo em trevas, verdade a um lugar de mentiras. Ele desceu do mundo superior para ser a escada de ligação entre os dois territórios. Em Jesus, divindade e humanidade se unem, de forma que Ele Se torna nosso Sumo Sacerdote, representando Deus a nós e representando-nos perante Deus. Ele trouxe o Céu à Terra e, em Sua ascensão, elevou a humanidade até Deus.

Ao estudar esta oração, examine seu coração para ver o que a conversação de Jesus com Deus significa para você pessoalmente.

"É Chegada a Hora" - João 17:1-5
Ao final da reunião no cenáculo, Jesus reuniu os onze discípulos ao Seu redor e dirigiu-os em oração. Primeiramente, Ele orou por Si mesmo (vs. 1-5), em seguida, por Seus discípulos (vs. 6-19) e, finalmente, por todos os crentes. Deste modo, Jesus orou por você (vs. 20-26).
"A hora" de Cristo havia chegado. "A hora" tinha sido planejada desde a fundação do mundo. Ele havia esperado por Sua "hora" durante toda a Sua vida na Terra. Para Ele, a hora da Sua morte era a Sua hora de glória: Ele glorificaria o Pai e o Pai O glorificaria (João 17:1).
Que glória existia em ser levantado na cruz? O que Ele realizaria por este meio? João 12:23, 24, 31 e 32
A crucifixão parecia ser tudo, menos gloriosa. Na encruzilhada do mundo, Jesus seria desnudado de toda dignidade humana, e degradado pelo próprio povo que viera salvar. Por incrível que pareça, no entanto, para Ele esta era uma hora de suprema glória. Ele estava a ponto de iluminar o mundo e o Universo expectante com uma glória nunca antes testemunhada, embora Ele e o Pai partilhassem essa glória antes de criarem o mundo (17:5) – a glória do amor disposto a sacrificar-se. Jesus estava Se referindo aos principais resultados de Seu sofrimento na cruz (Isa. 53:10 e 11).

Qual era o segredo de Jesus estar tão jubiloso em face de uma morte tão cruel? João 17:13; Heb. 12:2
Pela fé, Jesus superou o tempo e o espaço. Ele podia ver a glória do futuro e trazê-la para a escuridão presente. Ele podia erguer-Se acima das trevas da Terra até a presença de Seu Pai (João 17). Ele também nos convida a "ir ao Pai" por meio dEle (14:6). Podemos "achegar-nos...confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna" (Heb. 4:16).
Examine novamente Hebreus 4:16. O que essas promessas significam? O que quer dizer aproximar-nos de Deus "confiadamente"?

Propriedade Mútua - João 17:6-10
Jesus Se alegrou porque havia completado a obra que Deus Lhe dera para fazer (João 17:4). Que obra era essa? João 17:6, 8 e 12
Jesus considerava que era Sua missão na Terra revelar o Pai aos discípulos para que eles levassem essa revelação ao mundo. Ele plantou a semente. Eles deveriam semear mais e buscar a colheita (4:35-38), tornando sua obra, em extensão, maior do que a dEle (14:12). Todas as gerações subseqüentes creriam em Jesus por meio de seus esforços (17:20).

No verso 8, Jesus diz a Seu Pai duas coisas sobre os onze homens que ouviam Sua oração:
1. Eles tinham aceito os ensinos de Jesus, em contraste com os fariseus e outros que O ouviram.
2. Eles sabiam sem sombra de dúvida de onde Jesus viera, e a aceitação deste fato levou-os a uma verdade adicional.
Jesus e Seu Pai não possuem contas bancárias separadas. Eles possuem tudo em conjunto, e nós somos uma de Suas propriedades mais preciosas.
Como nos tornamos propriedade de Deus? João 3:16-18 João 12:32 João 14:6 João 15:16
Tanto o Pai como o Filho trabalham para nossa salvação. O Pai nos atrai a Jesus (6:44), e Jesus nos atrai para Ele por Sua cruz (12:32). Neste sentido, somos Sua propriedade, obtida a grande custo para Eles, e Eles têm grande alegria em nós. Mas também temos um papel a desempenhar. Devemos responder ao poder de atração de Deus.

"Pai, Guarda-os" - João 17:11-19
Qual era a grande preocupação de Jesus antes de enfrentar a separação de Seus discípulos? João 17:11
"Jesus está prestes a partir; conseqüentemente, Ele entrega os discípulos aos cuidados de Seu Pai... . Eles seriam deixados em um mundo mau e precisariam de graça especial em sua batalha contra o pecado. Este poder mantenedor todo cristão pode reivindicar. Deus não permitirá que ele seja tentado acima do que pode suportar (I Cor. 10:13). Ele é invencível aos assaltos de Satanás enquanto batalham na força e na luz do Céu. Porém, Deus guarda apenas aqueles que escolhem ser guardados. Quando, contra o conselho divino, os homens teimosamente se colocam no terreno do inimigo, não podem esperar ser guardados pelo poder de Deus."
Apesar de ser tão fácil esquecer, vivemos em um mundo onde as forças sobrenaturais estão sempre em ação. Em nossa humanidade, com nossas próprias armas carnais e mundanas, somos incapazes de lutar contra aqueles poderes que nos são hostis. Batalhar sozinhos contra Satanás é como querer derrubar um jato militar com um estilingue. É por isso que temos que contar com o poder de Deus. Mais do que qualquer outra coisa, a oração é o método pelo qual nos apegamos àquele poder – como fez Cristo.
"Como homem, suplicava ao trono de Deus, até que Sua humanidade fosse de tal modo carregada com a corrente celestial, que pudesse estabelecer ligação entre a humanidade e a divindade. Mediante contínua comunhão recebia vida de Deus, de maneira a poder comunicar vida ao mundo."
 
Pela vida de oração, podemos estar tão plenos do poder do amor abnegado que nosso rosto irradie a glória de Deus – Seu nome em nossa fronte.
Jesus viu em Seus discípulos a semente da Sua igreja, que se estenderia pelos continentes e séculos para se tornar uma grande multidão que não se podia contar, em pé, diante do trono, louvando-O pela Sua salvação (Apoc. 7:9 e 10). Esta era a alegria de Jesus e, em João 17:13, Ele ora para que nós também sintamos por inteiro essa mesma alegria. Para que façamos isso, devemos aprender a permanecer nEle, como os ramos permanecem na videira. Então, experimentaremos o poder do nome de Deus e a alegria de servi-Lo.

No Mundo, mas não do Mundo - João 17:13-19
Por que o mundo odeia Jesus e Seu povo? João 17:14; 15:18 e 19
"Porque os seguidores de Cristo não cooperam com o mundo, participando de seu pecado, são acusações vivas contra a imoralidade do mundo. O mundo segue os planos de Satanás, e Satanás é o inimigo declarado de Jesus e de Seu povo."
Jesus disse a Pedro que Satanás "o pediu". O nosso adversário alega ser o proprietário de todo pecador (Zac. 3:1; Judas 9; Apoc. 12:10). Por essa razão, Jesus nos guarda. Ele não quer perder uma única pessoa.

"Eu [Jesus] lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da Minha mão. Aquilo que Meu Pai Me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. Eu e o Pai somos um" (João 10:28-30).
Leia sobre coisas que Jesus e Seu povo têm em comum. (João 17:13,16,18 e 19)
Na oração sacerdotal de Jesus, Ele "põe todo o Seu ser em uma oração de ação de graças ao Pai por permitir-Lhe sofrer pelo mundo... . Em toda a oração Ele continua falando de Seus discípulos como um dom de Deus a Ele... . Amorosa e confiantemente, Ele os entrega à vigilância e ao cuidado do Pai... para que eles se unam, e sejam um em coração, mente e propósito."
Pense por que Jesus, o Filho de Deus, precisava consagrar-Se. O que isto diz sobre a importância de consagrar-nos a Deus?

"Que Todos Sejam Um" - João 17:20-26
Depois de orar especificamente por Seus onze discípulos, Jesus ampliou o escopo de Sua oração para incluir "aqueles que vierem a crer... por intermédio da Sua palavra" (João 17:20).
Qual era o supremo desejo de Jesus para nós, que seguimos os Seus discípulos? João 17:21-23.
O Pai e o Filho estão intimamente ligados. Eles nunca agem independentemente, mas sempre estão unidos em tudo o que fazem (João 5:20-23). Compartilham um amor comum pela humanidade caída a ponto de o Pai ter sacrificado Seu Filho, e o Filho sacrificado Sua vida (João 3:16; 10:15). Nenhum dEles busca a própria glória, mas cada Um glorifica o Outro (17:1). Conhecer Um é conhecer o Outro (João 14:7 e 9). Este tipo de relacionamento é que Cristo deseja para nós, os membros de Sua igreja.
A unidade a que Jesus está Se referindo é "uma expressão da diversidade criativa dentro da Divindade. Assim como existe só um ‘Deus verdadeiro’ que Se manifesta pelas diferentes funções de Pai, Filho e Espírito, a amorosa unidade do corpo de crentes se expressa por uma rica variedade de dons e ministérios. Toda a família de Deus é uma bela composição de diferentes culturas e temperamentos, cores e dons, oferecida a Deus em adoração e ministério para que Ele seja glorificado". O amor é a "cola" que nos conservará em unidade cristã (17:26). Amor, unidade e glória estão intimamente relacionados. O amor mantém unido o Universo. O egoísmo o divide. A definição de amor cristão é encontrada em I Coríntios 13:4-7.
Para refletir mais sobre o assunto do amor e da unidade expresso na oração de Jesus em João 17, leia o seguinte: Salmo 133; Efésios 4:1-16; I João 3:1, 11-24; 4:7-21.
A oração de Jesus em João 17 "‘é uma lição sobre a intercessão.
Pouco antes de se deixar levar para morrer, Jesus consagrou Seus discípulos e todos os futuros crentes ao Seu Pai em oração. Os laços do amor de Deus são o poder de que precisamos para atrair o mundo descrente a Cristo. Ore diariamente por um derramamento desse amor sobre si mesmo e sobre a igreja.
(http://www.bibliaonline.net/estudos/colecao.cgi?estudo=3&tema=11 - Acesso 13-11-2010 - Aproveite o que é bom, somente)
 
 
INTERAÇÃO
Caro professor, o versículo oito do capítulo dezessete de João nos apresenta uma interessante relação entre conhecer (ginosko), que nesse contexto, significa “conhecimento baseado na experiência pessoal”, e crer (pisteuo), que nesse caso significa “depositar a confiança em”, “comprometer-se”. Indague seus alunos se é possível desenvolvermos uma crença comprometida com o Senhor sem conhecê-Lo por meio de um relacionamento profundo e diário.
 
OBJETIVOS
Identificar os elementos que evidenciam uma vida de comunhão com DEUS.
Explicar as razões que levaram JESUS a orar por perseverança, alegria e livramento.
Compreender que por meio da oração o crente é santificado.
 
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, escreva no quadro-de-giz as referências abaixo. Divida a turma em três grupos. Peça que os grupos leiam as referências e depois pergunte:
“Por quem JESUS orou?”
I. João 17.1-5.
II. João 17.6-19.
III. João 17.20-23.
Explique que ao orar por si próprio, JESUS estava orando por nós. Ele orou pelos seus discípulos e por todos os crentes. Ele espera que sua Igreja siga o seu exemplo.
 
 
RESUMO DA LIÇÃO 8, A ORAÇÃO SACERDOTAL DE JESUS CRISTO
A oração sacerdotal de JESUS, em João 17, expressa os sentimentos,
pensamentos e vontades mais íntimas do Mestre em relação aos seus discípulos.
I. ORAÇÃO POR UMA VIDA DE COMUNHÃO COM O PAI
1. Relacionamento com DEUS (17.2,3).
2. Meditação e prática da Palavra de DEUS (Jo 17.6).
3. Uma vida que glorifique a DEUS (17.4).
II. ORAÇÃO POR PERSEVERANÇA, ALEGRIA E LIVRAMENTO
1. Perseverança (Jo 17.11,12).
2. Alegria (Jo 17.13).
3. Livramento (Jo 17.15).
III. ORAÇÃO POR SANTIDADE, UNIDADE E FRUTOS ESPIRITUAIS
1. Santidade (Jo 17.17,19).
2. Unidade (Jo 17.21,22).
3. Frutificação espiritual (Jo 17.18).
CONCLUSÃO
A oração intercessória de JESUS no capítulo 17 de João revela, sobretudo,
seu anseio por uma Igreja que desfrute de um relacionamento profundo com
DEUS, reflita o seu caráter e busque única e exclusivamente a sua glória.
 
SINÓPSE DO TÓPICO (1)
Uma vida de comunhão com DEUS é evidenciada por um relacionamento íntimo com Ele mediante a oração e a leitura bíblica.
SINÓPSE DO TÓPICO (2)
Em sua oração intercessória, JESUS suplicou a DEUS que concedesse aos discípulos livramento, alegria e perseverança.
SINÓPSE DO TÓPICO (3)
Na oração sacerdotal de JESUS, Ele intercedeu ao Pai pela santidade, unidade e frutificação espiritual de sua Igreja.
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I - Subsídio Devocional
“Em sua pessoa e em seus ensinamentos, JESUS reuniu a verdade e o amor. Seu amor foi expresso em verdade, e Ele falou a verdade com amor. A união da verdade e do amor é necessária para nosso crescimento espiritual (Ef 4.15).
É fácil identificar aqueles cristãos que se importam muito com a verdade, mas que quase não têm amor. Sua fé é expressa principalmente por palavras. São ‘grandes estudiosos da Bíblia’, e podem até resumir seus livros e fazer um gráfico das épocas. Mas são difíceis de se andar com eles, e a verdade que conhecem (ou pensam que conhecem) não é uma ferramenta de construção; é uma arma de luta. Eles adoram rivalizar!
A verdade precisa do amor, pois a verdade sem amor tende a tornar as pessoas orgulhosas. ‘A ciência incha, mas o amor edifica’ (1 Co 8.1). A verdade sozinha pode ser destrutiva, mas o amor capacita a verdade a nos edificar. Quando a verdade é partilhada com amor (mesmo se a verdade ferir), no final nos ajuda. [...] Uma criança sempre pensa que todas as pessoas que a beijam são amigas, e que todas as pessoas que nelas batem são inimigas. Mas uma pessoa madura sabe a diferença real. Algumas vezes a verdade pode nos machucar antes que possa nos curar, mas se formos feridos em amor, logo, a cura virá.
Esse fato nos ajuda a compreender que alguns ministérios da Palavra são divisíveis e destrutíveis. Há verdade neles, mas a verdade não é partilhada com amor” (WIERSBE, Warren W. A oração intercessória de JESUS. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, p.137).
 
VOCABULÁRIO
Redargüir: Replicar argumentando, responder argumentando.
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
BRANDT, Robert L.; BICKET, Zenas J. Teologia Bíblica da Oração. 4. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2006.
GEORGE, Jim. Orações Notáveis da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2007.SAIBA MAIS pela Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 44, p.40.
 
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 8, A ORAÇÃO SACERDOTAL DE JESUS CRISTO
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
“E aconteceu que, naqueles __dias__, subiu ao __monte__ a orar e passou a __noite__ em oração a DEUS” (Lc 6.12).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
A vida de oração de JESUS é um __exemplo__ para todo crente que deseja __cultivar__ um relacionamento __íntimo__ com o Pai e agradá-Lo em tudo.
 
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO
3- O que expressa a oração sacerdotal de JESUS, em João 17?
(    ) Os sentimentos, pensamentos e vontades mais íntimas do Mestre em relação aos seus discípulos.
(    ) O estudo deste capítulo é relevante, porquanto não somente revela o que nosso Senhor espera de sua Igreja, mas também evidencia a importância da intercessão de um líder em favor de seus liderados.
 
I. ORAÇÃO POR UMA VIDA DE COMUNHÃO COM O PAI
4- Nos seus últimos momentos, o que JESUS demonstra em suas palavras dirigidas ao Pai?
(    ) O seu anseio para que os discípulos aprofundassem o conhecimento deles referente a DEUS.
(    ) Só conseguimos nos relacionar intimamente com alguém a quem conhecemos de modo profundo.
(    ) Como o profeta Oséias recomenda: “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor” (6.3).
 
5- Qual o proveito da meditação e prática da Palavra de DEUS (Jo 17.6)?
(    ) As Escrituras revelam o caráter de seu Autor e seus mais profundos anseios para o homem.
(    ) A melhor maneira de conhecer o Pai e a sua vontade para seus filhos é meditar em sua Santa Palavra.
(    ) A Lei do Senhor é capaz de ensinar, redarguir, corrigir, instruir em justiça (2 Tm 3.16), bem como produzir alegria (Jr 15.16), prosperidade (Sl 1.1-3) e vida eterna (Jo 6.63; Hb 4.12; Sl 119.50).
 
6- Como viver uma vida que glorifique a DEUS (17.4)?
(    ) O homem foi criado para glorificar a DEUS (Is 43.7,21; 1 Co 6.20).
(    ) JESUS, enquanto esteve na terra, viveu para glorificar a DEUS em todos os seus atos (Jo 17.4).
(    ) De igual modo, o crente deve viver neste mundo para a glória do Senhor.
(    ) À medida que nos relacionamos intimamente com o Senhor por meio da oração e da meditação em seus mandamentos, o seu caráter vai sendo moldado em nós e, por conseguinte, externamos uma vida que glorifica ao Senhor.
(    ) Que a Igreja de CRISTO busque ardentemente agradá-Lo e glorificá-Lo em todo tempo (1 Co 10.31).
 
II. ORAÇÃO POR PERSEVERANÇA, ALEGRIA E LIVRAMENTO
7- O que fez JESUS para seus discípulos perseverassem NELE (Jo 17.11,12)?
(    ) Enquanto JESUS esteve com os discípulos, ensinava-os a verdade e conduzia-os para que não se desviassem desta.
(    ) JESUS sabia que, na sua ausência, a fé desses homens poderia enfraquecer.
(    ) JESUS intercede ao Pai para que continuassem crendo nEle e guardando a sua Palavra, a fim de conseguirem perseverar no caminho, na fé, na verdade e na comunhão.
 
8- Como deve ser a alegria nos discípulos de CRISTO (Jo 17.13)?
(    ) JESUS ora para que a alegria dos discípulos permaneça na sua ausência.
(    ) A alegria do cristão, produzida pelo ESPÍRITO SANTO, torna-o mais forte e resistente às adversidades.
(    ) Por essa razão, Paulo recomenda aos tessalonicenses e Filipenses: “Regozijai-vos” (Fp 4.4; 1 Ts 5.16).
 
9- Por que JESUS orou ao PAI pedindo livramento para seus discípulos (Jo 17.15)?
(    ) Por conhecer o mundo em que viveriam seus discípulos – um mundo que jaz no maligno – JESUS revela uma preocupação muito grande com eles.
(    ) JESUS roga a DEUS, como um bom Pai, que livre seus filhos do mal, ou seja, dos perigos, das tentações e investidas do Diabo.
(    ) Podemos descansar na proteção divina, uma vez que estamos refugiados no esconderijo do Altíssimo (Sl 91.1).
(    ) É nosso dever orar e vigiar, “em todo o tempo” (Ef 6.18), a fim de não entrarmos em tentação (Lc 22.40).
 
III. ORAÇÃO POR SANTIDADE, UNIDADE E FRUTOS ESPIRITUAIS
10- Como JESUS intercedeu pela santificação de seus discípulos (Jo 17.17,19)?
(    ) JESUS suplicou a DEUS que santificasse seus filhos.
(    ) Ao longo de toda a Bíblia, observamos que o Senhor sempre requereu de seu povo separação total do mundo e do pecado, a fim de adorá-lo e servi-lo.
(    ) Esse é um processo natural, porquanto, à proporção que nos aproximamos de DEUS, afastamo-nos do pecado; e vice-versa.
(    ) A santificação é obtida por meio da verdade, que é ao mesmo tempo JESUS e as Escrituras Sagradas.
(    ) Ser santo não é apenas um desejo do Noivo para a sua Noiva, é uma ordem (1 Pe 1.16).
 
11- Como JESUS intercedeu pela Unidade do corpo de CRISTO (Jo 17.21,22)?
(    ) Em sua oração, JESUS ressalta a unidade existente entre Ele e o Pai.
(    ) O Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO são Pessoas divinas e distintas, mas são um em essência e vivem em perfeita unidade.
(    ) CRISTO anseia que seu Corpo viva de igual modo, unido.
(    ) Essa virtude é conquistada e conservada por meio de um andar em ESPÍRITO (Gl 5.16-26).
 
12- Como é a frutificação espiritual desejada por JESUS para seus discípulos (Jo 17.18)?
(    ) Assim como DEUS enviara o seu amado Filho ao mundo, JESUS enviaria seus discípulos, a fim de que produzissem frutos permanentes.
(    ) Aquele que está em CRISTO – a Videira Verdadeira – naturalmente produz frutos da mesma espécie (Jo 15.5).
(    ) É impossível estar ligado ao Senhor e, por conseguinte, desfrutar de comunhão íntima com Ele, e não frutificar (15.4).
 
CONCLUSÃO
13- Complete:
A oração __intercessória__ de JESUS no capítulo 17 de João revela, sobretudo, seu anseio por uma Igreja que __desfrute__ de um relacionamento profundo com DEUS, reflita o seu caráter e busque única e exclusivamente a sua __glória__.
 
 

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